Hospitais de Campina Grande alertam risco de paralisação por atrasos em repasses da prefeitura
26 set 2025 - Paraíba
Prefeitura de Campina Grande — Foto: Nicolau de Castro/Jornal da Paraíba
Quatro hospitais e uma clínica oftalmológica de Campina Grande emitiram um alerta nesta semana sobre a possibilidade de paralisação dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido a atrasos nos repasses da Prefeitura de Campina Grande.
As unidades hospitalares relataram enfrentar um “colapso financeiro” e enviaram um ofício ao gabinete do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), informando que, caso não haja regularização imediata dos pagamentos, os serviços poderão ser suspensos a partir do dia 30 de setembro de 2025.
Entre as entidades que assinam o documento estão:
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Fundação Assistencial da Paraíba (Fap), referência no tratamento oncológico;
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Clínica Dr. Maia;
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Hospital da Clipsi;
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Hospital Antônio Targino, que já havia relatado dificuldades na hemodiálise;
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Clínica oftalmológica Saulo Freire.
Segundo os hospitais, desde agosto tentam uma reunião com o gestor municipal, mas não obtiveram retorno.
“Cumpre destacar que o primeiro expediente requerendo audiência com Vossa Senhoria foi protocolado em 4 de agosto deste ano. Além disso, representantes das entidades compareceram ao Gabinete do Prefeito e buscaram contato por meio de assessores e autoridades eleitas, sem êxito”, diz o ofício.
Os gestores recordam que, em maio deste ano, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), para evitar novos atrasos, mas afirmam que a prefeitura não vem cumprindo o acordo.
As entidades destacam que a crise já compromete o pagamento de salários, afetando cerca de 2 mil famílias que dependem diretamente do funcionamento das unidades de saúde.
A denúncia dos hospitais acontece no mesmo período em que o MPPB ingressou com duas ações contra a gestão municipal, questionando falhas no cumprimento de TACs em outras unidades, como o Hospital Pedro I e o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), especialmente nos centros cirúrgicos.
O O POVO PB entrou em contato com a Prefeitura de Campina Grande para obter um posicionamento sobre o caso, mas até a última atualização desta matéria não houve resposta.
O POVO PB
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