João Azevêdo diz que pode votar por afastamento de ministro do STF se houver motivo para processo

3 set 2026 - Notícias / Política

Candidato ao Senado afirmou que “ninguém está acima da lei” e defendeu investigação quando existirem fatos que justifiquem a abertura de um processo — Foto: Edcarlos Santana/OPovoPB

O ex-governador da Paraíba e candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) afirmou, nesta quinta-feira (3), que poderá votar pelo afastamento de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) caso entenda que existam fatos suficientes para justificar um processo.

A declaração foi dada durante uma sabatina na TV Cabo Branco. Ao falar sobre a possibilidade de impeachment de ministros da Suprema Corte, João Azevêdo afirmou que nenhum agente público está acima da legislação.

“Ninguém está acima da lei. O Brasil por três vezes já promoveu, de formas diferentes, o afastamento de três presidentes da República, o cargo mais alto do país”, afirmou.

Apesar de defender a possibilidade de afastamento, o candidato ressaltou que é preciso analisar o que motivaria a abertura de um processo. Para ele, havendo fatos considerados relevantes, a investigação deve avançar.

“Se existem fatos que sejam determinantes para a abertura de um processo, não tem o que se discutir. Tem que abrir”, declarou.

A discussão sobre o afastamento de integrantes do STF tem ganhado espaço no debate político nacional, especialmente diante de questionamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e supostas relações com o caso envolvendo o Banco Master.

Na sabatina, João Azevêdo não afirmou que votaria especificamente pelo afastamento de Moraes. A declaração foi feita de forma geral, condicionando eventual voto à existência de fatos que justifiquem a abertura de um processo.

Quem já sofreu impeachment no Brasil?

Ao longo da história republicana, presidentes brasileiros já foram afastados do cargo em diferentes contextos políticos. Entre os casos citados estão:

  • Carlos Luz (1955): foi afastado pelo Congresso Nacional durante uma grave crise política.
  • Café Filho (1955): teve o retorno à Presidência impedido pelo Congresso no mesmo período.
  • Fernando Collor (1992): sofreu impeachment após denúncias de corrupção. Ele renunciou antes da conclusão do julgamento, mas ainda assim foi condenado pelo Senado e perdeu os direitos políticos por oito anos.
  • Dilma Rousseff (2016): teve o mandato cassado pelo Senado após ser condenada por crime de responsabilidade relacionado às chamadas “pedaladas fiscais” e a decretos de crédito suplementar.

O POVO PB

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