Júri popular de homem acusado de matar namorada com tiro de espingarda acontece nesta quinta em João Pessoa

11 jun 2026 - Notícias

Luanna Alverga foi morta com tiro de espingarda; namorado é o suspeito  — Foto: Reprodução

O caso que chocou a Paraíba em 2017 volta ao centro das atenções nesta quinta-feira (11). Está marcado para as 9h, no Fórum Criminal de João Pessoa, o júri popular de Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, acusado de matar a namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, de 20 anos, com um disparo de espingarda durante uma festa de aniversário no bairro do Róger.

O crime aconteceu em 23 de julho de 2017 e será analisado pelo Tribunal do Júri, formado por cidadãos que irão decidir sobre a responsabilidade do réu na morte da jovem.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o disparo ocorreu dentro da residência de um tio de Yuri, localizada no Condomínio Arruda Câmara. A investigação aponta que o acusado efetuou o tiro utilizando uma espingarda pertencente ao familiar.

Desde o início do processo, Yuri admite ter feito o disparo, mas sustenta que tudo aconteceu de forma acidental. Segundo sua versão, ele acreditava que a arma estava descarregada e não teve a intenção de atingir a companheira.

A morte de Luanna causou forte comoção em João Pessoa. A jovem foi atingida na cabeça durante uma comemoração na casa do namorado e não resistiu aos ferimentos.

No mesmo dia do ocorrido, Yuri se apresentou à Polícia Civil e prestou depoimento. Pouco depois, o Ministério Público ofereceu denúncia e pediu a manutenção da prisão preventiva do acusado.

Durante a investigação, diversos laudos periciais foram anexados ao processo. Um dos documentos produzidos pela Criminalística concluiu que, sob o ponto de vista técnico, o disparo não apresentou características de acidente.

Segundo a perícia, o gatilho da arma foi acionado e a distância entre o cano da espingarda e a cabeça da vítima era de aproximadamente 50 centímetros, considerada uma curta distância para esse tipo de ocorrência.

Decisão ficará nas mãos dos jurados

Após quase nove anos do crime, o julgamento deverá reunir testemunhas, representantes da acusação e da defesa, além dos sete jurados responsáveis por decidir o destino do réu.

A expectativa é de que o julgamento esclareça definitivamente as circunstâncias da morte de Luanna e coloque um ponto final em um dos casos mais marcantes da área policial na Paraíba nos últimos anos.

O POVO PB

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