Justiça bloqueia bens de influenciador Hytalo Santos e do marido por suspeita de exploração de crianças

20 ago 2025 - Brasil - Mundo

Hytalo Santos — Foto: Divulgação

A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de bens do influenciador digital Hytalo Santos e do marido dele, Israel Nata Vicente, atendendo a um pedido do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). A decisão, confirmada pelo Conversa Política, é sigilosa e tem como objetivo assegurar recursos para eventual pagamento de indenização coletiva e medidas de reparação às vítimas em casos de trabalho infantil, exploração sexual e tráfico humano investigados pelo órgão.

Segundo o MPT, foram bloqueados cinco veículos de luxo, imóveis, empresas e valores até o limite de R$ 20 milhões. O pedido foi apresentado na segunda-feira (18), e a decisão judicial saiu já na terça-feira (19). De acordo com o Ministério Público, o bloqueio busca impedir a ocultação de patrimônio, após indícios de “movimentação financeira atípica e manobras de blindagem e dissipação patrimonial”.

Na última sexta-feira (15), Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em São Paulo, em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça da Paraíba. A ação foi coordenada de forma conjunta pelo GAECO do Ministério Público da Paraíba (MPPB), pelo MPT-PB, pela Polícia Civil da Paraíba, Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os dois devem ser transferidos para a Paraíba em voo comercial, conforme decisão do juiz Rudimacy Firmino, da 2ª Vara Mista de Bayeux.

Três investigações contra o influenciador

O MPT-PB confirmou que existem três procedimentos de investigação contra Hytalo Santos. Além do inquérito que apura denúncias de exploração sexual e trabalho infantil em conteúdos publicados nas redes sociais, foram abertas duas novas apurações relacionadas a condições trabalhistas.

De acordo com o procurador do Trabalho Flávio Gondim, os depoimentos colhidos no processo principal revelaram possíveis outros ilícitos. “Foram abertas duas novas investigações. Uma delas apura denúncias de possível ocorrência de assédio sexual contra funcionários e a outra investiga a ocorrência de assédio moral, maus-tratos e atos de violência física também contra trabalhadores”, explicou.

O procurador destacou ainda que esses novos inquéritos não estão relacionados a crianças e adolescentes, mas sim a pessoas que prestaram serviços ao investigado.

O POVO PB

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