Lula diz que Brasil não quer “nova Guerra Fria”

22 fev 2026 - Brasil - Mundo

Presidente Lula — Foto: Edcarlos Santana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (22), em Nova Délhi, na Índia, que o Brasil não quer uma “nova Guerra Fria” ao comentar as novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas no contexto da agenda oficial do chefe do Executivo na Ásia.

Ao abordar o tema, Lula disse que o Brasil busca manter relações equilibradas com diferentes países. Segundo ele, o objetivo é garantir tratamento igualitário nas relações comerciais e diplomáticas.

“Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países”, afirmou o presidente.

Novas tarifas dos Estados Unidos

Na sexta-feira (20), Donald Trump anunciou uma tarifa global de 10%, com base na seção 122 do Ato do Comércio de 1974, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que barrou o uso da Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional (IEEPA) para esse fim. No sábado (21), o percentual foi elevado para 15%.

Lula afirmou que o governo brasileiro adotou cautela diante das incertezas relacionadas às decisões judiciais nos Estados Unidos e às medidas tarifárias.

Segundo o presidente, o Brasil pretende dialogar diretamente com o governo norte-americano sobre a relação comercial entre os dois países.

Comércio internacional e moeda

Durante a conversa com a imprensa, Lula voltou a defender a discussão sobre alternativas ao uso exclusivo do dólar nas transações internacionais. Ele citou como exemplo a possibilidade de negociações bilaterais em moeda local.

A fala ocorreu no contexto da agenda internacional do presidente. Na Índia, Lula participou de compromissos relacionados a acordos na área de minerais críticos e terras raras. Após a visita ao país, ele segue para a Coreia do Sul, acompanhado de uma comitiva composta por 11 ministros.

O governo brasileiro informou que as negociações comerciais com os Estados Unidos continuarão sendo acompanhadas pelos ministérios responsáveis pelas áreas econômica e diplomática.

O POVO PB

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