Mancha escura no mar entre João Pessoa e Cabedelo tem presença de esgoto, confirma Sudema

24 mar 2025 - Paraíba

Mancha escura no mar entre João Pessoa e Cabedelo tem presença de esgoto, confirma Sudema — Foto: Reprodução

Os resultados dos testes realizados pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) na água do mar entre as praias de Intermares, em Cabedelo, e Bessa, em João Pessoa, foram divulgados nesta segunda-feira (24). Segundo a análise, a mancha escura registrada na última semana tem características de área de mangue, mas também apresenta coliformes, o que indica a presença de esgoto.

Diante do resultado, a Sudema reforçou a orientação para que banhistas evitem esse trecho da orla até que as condições da água sejam regularizadas.

Mancha escura no mar entre João Pessoa e Cabedelo tem presença de esgoto, confirma Sudema — Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (24), equipes das secretarias de Meio Ambiente de João Pessoa e Cabedelo realizaram uma fiscalização na área onde deságua o Rio Jaguaribe, trecho que liga os dois municípios. Durante a inspeção, foram encontrados diversos fatores que comprometem a qualidade ambiental da região.

Segundo os técnicos, além do despejo irregular de esgoto, o local apresenta grande acúmulo de lixo, restos de construção civil e vegetação cortada recentemente. “Aterramento irregular do mangue e criação de animais em área urbana e de preservação permanente também foram identificados”, informou um dos agentes da fiscalização.

Mancha escura no mar entre João Pessoa e Cabedelo tem presença de esgoto, confirma Sudema — Foto: Reprodução

O problema levou a manifestações populares organizadas pelo movimento ambiental ‘Esgotei’, que busca conscientizar sobre o despejo irregular de esgoto nos rios e mares da região. Vestidos de preto e usando máscaras, os manifestantes chamaram a atenção para a poluição dos recursos hídricos, levando sofás e pneus retirados das áreas afetadas.

“O esgoto não desaparece sozinho. Precisamos adotar soluções sustentáveis, como o uso de fossas ecológicas para tratar os resíduos antes que cheguem ao solo e aos rios”, afirmou um representante da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que apoia o movimento e propõe alternativas para o saneamento.

Com os novos dados em mãos, a expectativa agora é que órgãos ambientais e gestores públicos intensifiquem ações para conter o avanço da poluição na região.

O POVO PB

 

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