Manifestação exige justiça após agressão transfóbica em Campina Grande, na Paraíba

16 fev 2024 - Paraíba

LGBTfobia é tipificada como crime, desde junho de 2019, com a aplicação da Lei do Racismo pelo STF — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo

Uma manifestação foi convocada no Açude Velho em Campina Grande em repúdio à agressão sofrida por uma mulher trans na última terça-feira (6). A vítima, de 33 anos, foi brutalmente agredida por cinco homens, incluindo o proprietário de um quiosque e um advogado, ambos detidos.

A agressão ocorreu por volta das 20h30, e a rápida intervenção de uma viatura da Polícia Militar foi essencial para interromper o crime. A vítima foi socorrida e levada a um hospital, onde sua condição médica foi estabilizada.

A manifestação, que exige justiça para o caso, reuniu ativistas e membros da comunidade LGBTQIA+, destacando a gravidade do episódio e a necessidade de punição adequada aos agressores. A vítima, ao ser agredida, buscava refúgio em um quiosque, mas foi empurrada pelo proprietário do estabelecimento, que se uniu às agressões.

Os dois detidos, incluindo o advogado, enfrentarão acusações de lesão corporal e crime de racismo. Não há uma lei específica para homofobia ou transfobia, mas o Supremo Tribunal Federal equipara esses crimes ao de racismo.

Durante a manifestação, ativistas enfatizaram a importância de tratar com seriedade os casos de transfobia, buscando justiça para garantir a segurança e integridade da comunidade trans.

O POVO PB

Mulher trans é vítima de agressão transfóbica em Campina Grande; dois presos em flagrante

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