Marcelo Queiroga critica crescimento do crime organizado em João Pessoa em coletiva conjunta
11 set 2024 - Paraíba / Política
Marcelo Queiroga critica crescimento do crime organizado em João Pessoa em coletiva conjunta — Foto: Reprodução
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (11), o candidato à Prefeitura de João Pessoa, Marcelo Queiroga (PL), fez duras críticas ao crescimento do crime organizado na capital paraibana. Segundo Queiroga, a cidade enfrenta um cenário preocupante, onde facções criminosas têm interferido no processo eleitoral, gerando um clima de medo e intimidação entre os eleitores.
“O que estamos vendo em João Pessoa é o avanço de organizações criminosas, que controlam comunidades e inibem a liberdade do eleitor de expressar sua escolha de forma segura. Muitas pessoas me dizem que querem votar em mim, mas têm medo de colocar adesivos em seus carros por conta das ameaças”, declarou Queiroga, enfatizando que o controle territorial exercido por grupos criminosos é similar ao que ocorre em cidades como o Rio de Janeiro e até em países como a Colômbia.
O candidato reforçou a necessidade de medidas urgentes para garantir a segurança dos eleitores e candidatos durante as eleições municipais. Entre as sugestões, Queiroga defendeu a solicitação de tropas federais para monitorar o pleito em João Pessoa, além de medidas para assegurar que todos os candidatos possam circular livremente pela cidade e levar suas mensagens a todas as comunidades.
A Operação Território Livre
A coletiva de imprensa foi motivada pela Operação Território Livre, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (10). A operação visou combater o aliciamento de eleitores em comunidades da capital, com possível envolvimento de grupos ligados ao tráfico de drogas. Durante a ação, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos no bairro São José.
As autoridades apreenderam R$ 35 mil em espécie, documentos com dados de eleitores, contracheques de funcionários da Prefeitura de João Pessoa e aparelhos celulares. As provas recolhidas ajudarão a fortalecer as investigações e a identificar a autoria dos crimes.
Vereadora e conselheiro tutelar entre os alvos
Entre os principais alvos da operação estão a vereadora Raíssa Lacerda (PSB) e o conselheiro tutelar Josevaldo Gomes da Silva, coordenador adjunto da Região Praia de João Pessoa. Na casa de ambos, foram encontrados dinheiro em espécie e contracheques de servidores municipais, mas até o momento eles não se pronunciaram publicamente.
Nota da prefeitura de João Pessoa
Em resposta às acusações, a Prefeitura de João Pessoa emitiu uma nota oficial esclarecendo que nenhum imóvel ou servidor público municipal está envolvido na operação da Polícia Federal. A gestão lamentou a tentativa de vincular autoridades municipais aos fatos investigados e reafirmou seu compromisso com a legalidade e transparência.
O POVO PB
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