Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta terça-feira (26) em mais…
Marizópolis entra na mira da PF por suspeita de fraude em 399 benefícios do BPC; secretaria é alvo de busca
24 set 2026 - Notícias
Operação Duplo Espelho investiga suposta inserção de dados falsos no CadÚnico e possível pagamento irregular de benefícios assistenciais — Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24), a Operação Duplo Espelho, que investiga um possível esquema de fraude na concessão e manutenção de benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS, em Marizópolis, no Sertão da Paraíba.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara Federal da Paraíba. Um dos alvos foi a Secretaria Municipal de Assistência Social de Marizópolis.
O que a investigação apura
Segundo a Polícia Federal, os investigadores buscam reunir provas sobre uma possível manipulação de informações no Cadastro Único (CadÚnico) para permitir ou manter benefícios que, em tese, não deveriam ser pagos.
Entre as suspeitas estão a utilização de dados cadastrais falsos, CPFs emitidos em circunstâncias consideradas atípicas, múltiplas identidades e endereços divergentes.
A investigação começou a partir de uma análise técnica que identificou indícios de irregularidades em benefícios destinados a pessoas de baixa renda. Ao todo, 399 benefícios apresentaram características consideradas sugestivas de fraude.
Com base no valor atual do BPC/LOAS, a PF e a CGU estimam que, caso as irregularidades sejam confirmadas nos 399 benefícios, o possível prejuízo aos cofres públicos pode chegar a aproximadamente R$ 646,7 mil por mês.
Em um ano, o valor poderia alcançar cerca de R$ 7,76 milhões. A estimativa, porém, depende da confirmação das suspeitas investigadas.
A Operação Duplo Espelho tem como objetivo reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer como os supostos dados irregulares teriam sido inseridos ou mantidos nos sistemas públicos.
A PF informou que as investigações continuam e que os envolvidos são considerados inocentes até eventual decisão judicial definitiva.
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Marizópolis e a Secretaria Municipal de Assistência Social não haviam divulgado posicionamento sobre a operação.
O POVO PB
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