Ministério Público da Paraíba investiga prefeito de Caaporã após vídeo recebendo bolsa com dinheiro vivo

22 set 2025 - Paraíba / Política

Prefeito de Caaporã, Chico Nazário, aparece em vídeo recebendo dinheiro; gestão é alvo de denúncias sobre contrato do lixo — Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu investigação contra o prefeito de Caaporã, Francisco Nazário de Oliveira (Chico Nazário – União Brasil), após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo uma bolsa com supostamente R$ 400 mil em espécie. As imagens foram publicadas pelo Jornal da Paraíba e motivaram a instauração de uma Notícia de Fato (NF) pela promotora eleitoral Érika Bueno Muzzi, diante de indícios de ilícitos eleitorais e criminais.

Segundo a reportagem, o dinheiro teria sido entregue às vésperas das eleições de 2024 pelo consultor financeiro Sandro Trajano de Freitas, em troca da indicação de uma empresa para assumir o serviço de coleta de lixo no município. Após assumir o cargo, Chico Nazário rescindiu o contrato anterior e firmou um novo, sem licitação, no valor de R$ 3,2 milhões, com a empresa indicada pelo consultor, que passou a ocupar o cargo de secretário de Articulação Política.

No vídeo, o prefeito demonstra preocupação com a possibilidade de ser filmado.

“Essa minha casa não tem muro na frente, eu fico com medo de os caras colocarem uma câmera aí na frente e verem o cara sair com dinheiro”, afirma Chico Nazário nas imagens.

O procedimento foi aberto no dia 17 de setembro. A promotora determinou prazo de 10 dias para:

  • O veículo de imprensa entregar o vídeo original da reportagem;

  • A prefeitura encaminhar todos os documentos referentes à contratação da empresa de coleta de lixo;

  • A empresa contratada sem licitação apresentar esclarecimentos;

  • O prefeito e o secretário de Articulação Política prestarem informações;

  • O cartório eleitoral enviar a prestação de contas da campanha de 2024.

A Notícia de Fato é uma etapa inicial de apuração e tem prazo de 30 dias, prorrogável por até 90 dias. Após esse período, o Ministério Público decidirá se há elementos suficientes para instaurar um inquérito civil ou outra medida investigatória.

Em nota, o prefeito Chico Nazário negou irregularidades e anunciou a exoneração do secretário Sandro Trajano do cargo de Articulação Política. Já Sandro Trajano afirmou que só irá se pronunciar oficialmente ao Ministério Público e à Justiça.

O empresário Hilton Amorim Cunha, também citado na reportagem, negou ter qualquer vínculo com Sandro Trajano ou participação em suposta devolução de recursos.

O POVO PB

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