MP de Pernambuco recomenda transferência de processos envolvendo Gusttavo Lima e Vai de Bet para a Paraíba

21 set 2024 - Paraíba

Gusttavo Lima — Foto: Divulgação

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou, nesta sexta-feira (20), que os processos relacionados à empresa Vai de Bet e à Balada Eventos e Produções, de propriedade do cantor Gusttavo Lima, sejam transferidos para a Justiça da Paraíba. Os processos fazem parte da Operação Integration, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, estimado em R$ 3 bilhões, proveniente de jogos de azar.

A operação, que já levou à prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra no início de setembro, tem como foco uma quadrilha que aliciava pessoas para participar de atividades ilícitas ligadas a apostas e jogos de azar. Ao todo, 22 pessoas foram indiciadas no inquérito policial, incluindo empresários e donos de empresas ligadas ao setor de apostas.

Entre os indiciados, destaca-se o nome de Nivaldo Batista Lima, conhecido artisticamente como Gusttavo Lima, mencionado por ser o proprietário da Balada Eventos e Produções. Embora o cantor não figure como parte ou investigado direto, sua empresa é apontada como envolvida na aquisição de um jato Cessna Aircraft, que foi comprado pela Vai de Bet, de José André da Rocha Neto, também investigado na operação.

O MPPE justificou a transferência dos processos para a Paraíba por considerar que a sede da Vai de Bet está localizada em Campina Grande, o que torna a jurisdição paraibana a mais adequada para apurar os fatos.

Aeronave foi apreendida no aeroporto de Jundiaí (SP) — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Movimentação financeira e bloqueios

Durante a investigação, a Balada Eventos teve R$ 20 milhões bloqueados, e a aeronave Cessna Aircraft foi apreendida pelas autoridades. Em sua defesa, Gusttavo Lima afirmou que não possui envolvimento com a compra do jato e classificou como “loucura” a inclusão de sua empresa na investigação por lavagem de dinheiro.

Além da Vai de Bet e da Balada Eventos, a empresa Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos, pertencente a Thiago Lima Rocha e Rayssa Ferreira Santana Rocha, também é alvo de investigações. A Zelu Brasil teria realizado transferências para a Vai de Bet sem justificativa clara, levantando suspeitas de movimentações financeiras ilícitas.

Defesas

Em nota, a defesa da Vai de Bet negou qualquer ilegalidade e ressaltou que a empresa está devidamente registrada e regulamentada para atuar no Brasil. Além disso, informou que a investigação não está diretamente relacionada à marca Vai de Bet, mas à Pix365, outra empresa de José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Rocha.

Até o momento, as defesas de Gusttavo Lima, da Balada Eventos, e da Zelu Brasil não se pronunciaram sobre as novas recomendações do MPPE.

Entenda o caso Deolane Bezerra

A influenciadora Deolane Bezerra foi presa em setembro como parte da Operação Integration. Ela é acusada de integrar um esquema de lavagem de dinheiro e de ter movimentado milhões de reais por meio de sua empresa de apostas, Zeroumbet. Após ser detida, Deolane alegou inocência e obteve habeas corpus, mas sua prisão domiciliar foi revogada por descumprir medidas cautelares.

O POVO PB

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