MP denuncia primeira-dama de João Pessoa e mais nove por aliciamento de eleitores em esquema ligado a facção
16 set 2025 - Paraíba / Política
Lauremília Lucena — Foto: Divulgação
Quase um ano após a deflagração da 3ª fase da Operação Território Livre, que prendeu a primeira-dama de João Pessoa, Maria Lauremília Assis de Lucena, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou nesta segunda-feira (15) a primeira denúncia formal decorrente das investigações.
Segundo a denúncia, Lauremília e outras nove pessoas são acusadas de integrar um esquema de aliciamento violento de eleitores, constrangimento a candidatos e corrupção eleitoral durante as eleições municipais de 2024.
De acordo com os promotores, a facção criminosa Nova Okaida teria controlado bairros da capital, como São José e Alto do Mateus, restringindo a livre manifestação política dos moradores. O grupo utilizava violência e intimidação para garantir apoio eleitoral, e em troca, líderes e familiares recebiam cargos e benefícios na Prefeitura de João Pessoa.
Denunciados pelo MP
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Maria Lauremília Assis de Lucena
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Tereza Cristina Barbosa Albuquerque
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Raíssa Gomes Lacerda Rodrigues de Aquino
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Kaline Neres do Nascimento Rodrigues
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Keny Rogeus Gomes da Silva (conhecido como Poeta ou Negrão)
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Pollyanna Monteiro Dantas dos Santos
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Taciana Batista do Nascimento
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David Sena de Oliveira (Cabeça)
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Josevaldo Gomes da Silva
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Jonatan Dario da Silva
A Justiça Eleitoral já recebeu a denúncia, que passa agora a tramitar contra os acusados.
Lauremília foi presa no dia 28 de setembro de 2024 e chegou a ser indiciada pela Polícia Federal em outubro do mesmo ano.
Defesa
Em nota ao O POVO PB, o advogado Walter Agra, que representa Lauremília Lucena, afirmou que recebeu a denúncia “com tranquilidade”:
“Somente agora nós vamos ter oportunidade de esclarecer as ilações feitas nesse processo. A defesa começa a trabalhar a partir de agora. Até porque a questão colocada diz respeito à Segurança Pública, uma temática nacional e que é responsabilidade do Estado”, declarou.
A reportagem ainda busca contato com os advogados dos demais denunciados. O espaço permanece aberto para manifestações.
O POVO PB
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