MP Eleitoral recomenda manutenção de medidas cautelares para primeira-dama de João Pessoa em investigação sobre aliciamento eleitoral
6 nov 2024 - Paraíba / Política
Lauremília Lucena e Tereza Cristina, presas pela Polícia Federal na Paraíba — Foto: Reprodução
O Ministério Público Eleitoral (MPE) e promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recomendaram, em parecer publicado nesta terça-feira (5), que sejam mantidas as medidas cautelares impostas à primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, e à sua secretária, Tereza Cristina Barbosa. Ambas foram alvos da terceira fase da Operação Território Livre, que investiga um suposto esquema de aliciamento eleitoral envolvendo facções criminosas.
Atualmente, Lauremília e Tereza cumprem diversas medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa das investigadas apresentou um pedido de revogação dessas restrições, argumentando que as medidas se baseiam no risco de reiteração das práticas investigadas durante o segundo turno das eleições. Com o término do período eleitoral, os advogados sustentam que não haveria mais necessidade de manter as restrições.
No entanto, o parecer do MPE, direcionado à 64ª Zona Eleitoral, reforça que “a manutenção das medidas cautelares se revela necessária e adequada” no caso de Lauremília, destacando que ainda subsistem os motivos que justificaram sua imposição. Segundo os promotores, as cautelares são essenciais para garantir a ordem pública e o regular andamento do processo, evitando possíveis interferências, como o contato entre os investigados.
Para Tereza Cristina, os promotores ressaltam que não há novos elementos que justifiquem a suspensão das cautelares. “As medidas são necessárias, neste momento, para a higidez da persecução penal”, afirmam.
A investigação aponta que as duas, segundo a Polícia Federal, teriam colaborado com o aliciamento eleitoral em favor de candidatos de um grupo político, facilitando a indicação de membros de facções criminosas na prefeitura de João Pessoa em troca de benefícios durante as eleições.
O POVO PB
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