MPF denuncia esquema de fraude em concurso da Polícia Federal e aponta atuação em três estados

28 abr 2026 - Notícias

Investigação revela venda de gabaritos e uso de tecnologia para burlar provas; dez pessoas foram denunciadas — Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou a primeira denúncia sobre um suposto esquema de fraude em concursos públicos investigado nas Operações Última Fase e Concorrência Simulada. O foco inicial é o concurso da Polícia Federal realizado em 2025, mas as apurações indicam atuação do grupo em outros certames pelo país.

Ao todo, dez pessoas foram denunciadas. Segundo o MPF, elas integrariam uma organização criminosa estruturada, com atuação na Paraíba, Pernambuco e Alagoas, especializada em fraudar provas mediante pagamento.

Como funcionava o esquema

De acordo com a denúncia, o grupo operava de forma organizada, com divisão de funções. Havia quem captasse candidatos interessados, quem se infiltrasse nos locais de prova para fotografar as questões e até uma equipe responsável por resolver as provas em tempo real.

As respostas eram repassadas rapidamente aos candidatos que pagavam pelo serviço. O valor, segundo a investigação, variava de acordo com o cargo pretendido e podia ultrapassar R$ 280 mil por pessoa.

No caso do concurso da Polícia Federal, a fraude teria sido direcionada ao cargo de delegado. Um dos denunciados é apontado como beneficiário direto do esquema, com indícios reforçados por movimentações financeiras suspeitas e troca de mensagens.

Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, fraude em concurso público, lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade documental e obstrução de investigação.

O MPF também informou que vai pedir à Justiça a revogação de acordos de colaboração premiada firmados com dois investigados. Segundo o órgão, eles teriam descumprido os termos, omitindo informações e continuando a participar de atividades ilícitas.

O caso segue em tramitação na Justiça Federal e pode ter novos desdobramentos à medida que as investigações avançam.

 O POVO PB

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