Mulher de João Pessoa é investigada pela PF por envolvimento em esquema de desvio de R$ 40 milhões do Farmácia Popular
21 jul 2025 - Paraíba / Política
Mulher de João Pessoa é investigada pela PF por envolvimento em esquema de desvio de R$ 40 milhões do Farmácia Popular — Foto: Reprodução
Uma empresária com endereço residencial em João Pessoa, identificada como Célia Aparecida de Carvalho, está no centro de uma das maiores investigações da Polícia Federal sobre desvio de recursos do programa Farmácia Popular, que pode ter causado um rombo superior a R$ 40 milhões aos cofres públicos.
De acordo com a PF, Célia desempenhava um papel estratégico na organização criminosa, sendo responsável por viabilizar a abertura de farmácias de fachada — fornecendo CNPJs, dados cadastrais e registros fictícios. A participação dela, embora discreta, era considerada essencial para o funcionamento da estrutura fraudulenta.
O caso ganhou repercussão nacional após ser exibido no programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (20). A reportagem mostrou que um dos números registrados em nome de Célia estava vinculado a uma suposta farmácia localizada em Águas Lindas (GO), que funcionava, na prática, em um terreno baldio, sem qualquer estrutura física, funcionários ou estoque de medicamentos. Apesar disso, a unidade recebeu centenas de milhares de reais por meio do Farmácia Popular.
Segundo os investigadores, os valores desviados eram repassados, direta ou indiretamente, a organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional de drogas, como o Comando Vermelho e o Clã Cisneros — grupo com base no Peru e atuação na rota da cocaína vinda da Bolívia.
Mesmo sem movimentar grandes quantias em sua conta pessoal, Célia foi considerada peça-chave no esquema, que contava com pelo menos 148 farmácias, reais ou fictícias, espalhadas em vários estados brasileiros. O golpe era aplicado a partir da utilização indevida de CPFs de cidadãos comuns, cujos nomes eram usados para simular a compra de medicamentos que jamais foram entregues.
Entre os principais beneficiários do esquema está Adriano Rezende Rodrigues, conhecido como “Adriano Tatu”, proprietário de redes de farmácias em São Paulo. Apenas uma de suas unidades teria desviado quase R$ 1 milhão, segundo relatório da Polícia Federal.
A investigação segue em curso, e os envolvidos podem responder por crimes como estelionato contra a União, lavagem de dinheiro, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de drogas.
Com informações da Polícia Federal e do Fantástico
O POVO PB
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