Mulher investigada por decepar órgão genital do companheiro se apresenta à polícia em Campina Grande

14 set 2026 - Notícias

Central de Polícia de Campina Grande — Foto: Divulgação

A mulher investigada por agredir e decepar o órgão genital do companheiro, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, se apresentou à Polícia Civil. Ela compareceu à delegacia na última quinta-feira (10), prestou depoimento e foi liberada.

O caso aconteceu no dia 6 de setembro, quando o homem, de 33 anos, foi encontrado amarrado, ferido e com intenso sangramento no bairro da Catingueira.

A Polícia Civil deve detalhar as investigações durante uma entrevista coletiva prevista para terça-feira (15).

De acordo com a Polícia Civil, a mulher também teria relatado que suspeitava que o companheiro havia cometido abusos sexuais contra os dois filhos dela, de 8 e 10 anos.

A investigação sobre essa denúncia é conduzida pelo delegado Heitor Soares. O inquérito foi instaurado depois que o pai das crianças procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência.

Áudios e vídeos relacionados ao caso foram encaminhados para perícia. O objetivo é verificar a integridade e a autenticidade dos arquivos.

As crianças também devem passar por exames no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). Os procedimentos poderão auxiliar na apuração de possíveis lesões e de outros elementos relacionados à denúncia.

A Polícia Civil informou que as suspeitas de crimes contra as crianças serão apuradas pela delegacia especializada.

Já a agressão sofrida pelo homem ficará, inicialmente, sob responsabilidade da delegacia distrital que atende a região onde o crime aconteceu.

Ao longo da investigação, o homem apontado como suspeito dos supostos abusos deverá ser ouvido para apresentar sua versão dos fatos.

Relembre o caso

O homem de 33 anos foi encontrado com as mãos e os pés amarrados e com o órgão genital decepado na noite de 6 de setembro, na Catingueira. Segundo a Polícia Militar, ele havia perdido uma quantidade significativa de sangue. O órgão não foi localizado no local.

Conforme o relato apresentado à PM, a companheira teria dito que queria testar diferentes tipos de nós que havia aprendido em um curso de bombeiro civil antes de amarrá-lo.

As crianças teriam contado à mãe, no dia anterior, que o padrasto havia cometido supostos abusos sexuais contra elas. Segundo as informações repassadas à polícia, os relatos envolviam a promessa de acesso a um celular.

O homem foi atendido no Hospital de Trauma de Campina Grande e recebeu alta na manhã de 8 de setembro. Como não houve prisão em flagrante nem havia, até aquele momento, mandado de prisão contra ele, a vítima deixou a unidade hospitalar.

O POVO PB

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