Mulher que matou filho de seis anos a facadas segue internada em estado grave após ser baleada pela polícia em João Pessoa

21 set 2024 - Paraíba

Mulher suspeita de matar e degolar filho de 5 anos é presa após confronto com a polícia em João Pessoa — Foto: Reprodução

A mulher de 26 anos, suspeita de matar o filho de seis anos a facadas e depois degolá-lo na manhã desta sexta-feira (20), em João Pessoa, segue internada em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma. Segundo a Polícia Militar, a suspeita tentou atacar os agentes no momento da prisão e foi baleada várias vezes. O caso é tratado como homicídio com sinais de crueldade.

A mulher foi socorrida e levada ao hospital, onde passou por procedimentos de emergência e está internada na UTI sob custódia policial. Em entrevista, a delegada Luísa Correia fez um apelo para que os familiares da criança sejam encontrados, a fim de organizar o sepultamento. A mãe da suspeita e o pai da vítima compareceram ao Instituto de Medicina Legal (IML) na tarde desta sexta-feira. A avó da criança, visivelmente abalada, não conversou com a imprensa.

A Polícia Civil confirmou que a mulher já havia sido paciente do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa, mas não deu detalhes sobre o motivo ou a data da internação. O inquérito deverá ser finalizado em até 10 dias, segundo as autoridades responsáveis pela investigação.

O homicídio ocorreu dentro do apartamento onde a suspeita morava, no bairro de Mangabeira IV, há cerca de um mês. Vizinhos relataram ter ouvido gritos e barulhos vindos do local e acionaram a polícia. Ao chegarem, os policiais encontraram a criança já sem vida.

O tenente-coronel Ferreira, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, informou que os agentes encontraram a mulher sentada em uma cadeira, segurando a cabeça do filho no colo. Ao tentarem abordá-la, a suspeita investiu contra os policiais, que reagiram e a alvejaram.

A vizinhança, chocada com o ocorrido, relatou que a mulher não era conhecida no bairro e ninguém conseguiu explicar o que poderia ter motivado o crime. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias.

O POVO PB

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