Mulher suspeita de matar e decapitar o filho segue em estado grave no Hospital de Trauma, em João Pessoa

27 set 2024 - Paraíba

Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena — Foto: Edcarlos Santana/OPovoPB

A mulher de 26 anos, suspeita de matar a facadas e depois decapitar o próprio filho de 6 anos no dia 20 de setembro, no bairro Mangabeira IV, em João Pessoa, permanece internada em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma, uma semana após o crime. De acordo com a assessoria da unidade hospitalar, ela está em coma, entubada e seu quadro clínico segue considerado grave.

A suspeita foi baleada 14 vezes pela Polícia Militar após reagir violentamente à prisão e tentar atacar os agentes. Os tiros atingiram principalmente a região do abdômen. A mulher está sob custódia no hospital e, segundo as autoridades, o caso está sendo tratado como homicídio com sinais de extrema crueldade.

Relembre o caso

O crime ocorreu dentro do apartamento onde a mãe e o filho moravam há cerca de um mês. Vizinhos ouviram gritos e barulhos vindos do imóvel e acionaram a polícia. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a mulher sentada em uma cadeira, segurando a cabeça do filho decapitado no colo. No momento da abordagem, ela tentou atacar os agentes com uma faca de jardinagem, levando os policiais a atirarem para contê-la.

A delegada Luísa Correia, responsável pelo caso, informou que o inquérito será finalizado em até 10 dias, mas evitou comentar detalhes das investigações. A Polícia Civil confirmou que a suspeita já havia sido internada no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, mas o motivo e a data da internação não foram divulgados.

Acompanhamento psicológico para os policiais envolvidos

Os três agentes da Polícia Militar que participaram da ocorrência e tiveram que disparar contra a suspeita foram submetidos a acompanhamento psicológico no espaço Viver Bem da corporação. Segundo o tenente-coronel Ferreira, comandante do 5º Batalhão da PM, essa é uma medida padrão, especialmente em casos com alto grau de violência, como o ocorrido.

Os policiais estão temporariamente afastados enquanto passam pelo processo de avaliação psicológica, como parte dos protocolos da Polícia Militar da Paraíba.

O POVO PB

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