Mulher trans não tinha relacionamento com motorista de aplicativo em Campina Grande, diz polícia

16 fev 2022 - Paraíba

— Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil concluiu que a mulher trans., Jessy Lima, de 23 anos, mentiu ao dizer que tinha um relacionamento com o motorista de aplicativo Ewerton Albuquerque Cruz Medeiros, de 25 anos, morto a facadas no dia 31 de dezembro do ano passado, em Campina Grande. Ela foi indiciada por latrocínio (roubo seguido de morte).

O suposto envolvimento entre Jessy e Ewerton sempre foi questionado pelos familiares da vítima, sobretudo pelo companheiro dele, e as investigações confirmaram que a versão era fantasiosa.

“A história contada pela acusada não teve nenhuma confirmação. Os dados que solicitamos ao aplicativo e ao próprio Google mostram que a transexual mentiu sobre manter encontros amorosos com o rapaz. Inclusive, os dados mostraram que Ewerton não circulava nos locais onde a transexual confirmou que o encontrava”, informou a delegada Elizabeth Beckman.

Além disso, o namorado de Jessy disse à Polícia Civil que ela havia sido demitida do trabalho de diarista e estava precisando de dinheiro, reforçando a hipótese de latrocínio.

No início das investigações, a Polícia Civil chegou a duvidar da tese de roubo seguido de morte, uma vez que pertences de Ewerton foram encontrados no carro.

Jessy Lima está presa desde 6 de janeiro em uma área reservada do Complexo Penitenciário do Serrotão, em Campina Grande.

O Caso

A vítima foi morta a facadas no dia 1º de janeiro de 2021, quando trabalhava como motorista de aplicativo na cidade e foi esfaqueado chegando a falecer no Hospital de Trauma de Campina Grande.

 

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