A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Sorte Sombria, para investigar…
Operação da PF investiga desvio de R$ 15,6 milhões da Saúde e cumpre mandados na Paraíba
14 out 2026 - Notícias
Ação apura suspeitas de direcionamento de contratos e superfaturamento em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. Mandados foram cumpridos em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada — Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação Dirus, que investiga um suposto esquema de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos da Saúde em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.
Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão em cinco estados, incluindo a Paraíba. No território paraibano, as diligências ocorreram em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada. Também houve ações em Sergipe, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer possíveis irregularidades na contratação de duas organizações sociais responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Nossa Senhora do Socorro.
Entre os contratos investigados está o relacionado ao hospital de campanha instalado no município durante a pandemia de Covid-19.
Os investigadores identificaram indícios de superfaturamento e de subcontratação de serviços por meio de empresas supostamente vinculadas a pessoas ligadas aos gestores das próprias organizações sociais.
As possíveis irregularidades teriam ocorrido entre 2020 e 2026.
De acordo com as informações divulgadas pela PF, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados às organizações sociais investigadas, a empresas supostamente envolvidas no esquema e às residências dos investigados.
A operação busca reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer as suspeitas. A investigação está em andamento, e as diligências não representam, por si só, comprovação de culpa dos envolvidos.
O POVO PB
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