Operação prende suspeitos de integrar organização criminosa e bloqueia R$ 15 milhões na Paraíba

16 out 2026 - Notícias

Ação da Polícia Civil ocorreu em quatro cidades paraibanas e em Belo Horizonte (MG). Investigação apura tráfico de drogas, tortura, homicídios e lavagem de dinheiro, além de ordens criminosas transmitidas de dentro de presídios — Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando, para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, tortura, homicídios e lavagem de dinheiro.

A operação cumpriu 21 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, além de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Também foram determinadas medidas patrimoniais, incluindo o bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões em bens e ativos.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação busca esclarecer como integrantes da organização transmitiam ordens para a prática de crimes mesmo estando presos.

Segundo o delegado Emanuel Henriques, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), cinco mandados de prisão foram cumpridos contra pessoas que já estavam no sistema prisional. Conforme as investigações, mesmo detidos, esses suspeitos continuavam se comunicando com integrantes em liberdade e determinando ações relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e a homicídios.

Uma mulher que já está presa em uma unidade prisional de Minas Gerais também foi alvo de mandado de prisão. Ela é suspeita de participar da estrutura de comando da organização criminosa.

Dos suspeitos localizados na Paraíba, 15 foram encaminhados à Central de Polícia Civil, em Campina Grande.

As diligências também resultaram em três prisões em flagrante: duas por suspeita de tráfico de drogas e uma por posse ou porte ilegal de arma de fogo.

Durante a operação, foram apreendidos veículos que, segundo os investigadores, teriam sido comprados com dinheiro proveniente do tráfico, além de dinheiro em espécie e aparelhos celulares.

A Polícia Civil identificou um núcleo da organização suspeito de lavar recursos obtidos com o tráfico de drogas.

Segundo o delegado Emanuel Henriques, o grupo utilizaria contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”, que receberiam pagamentos para realizar transferências financeiras. Parte dos valores também seria movimentada por meio de estabelecimentos comerciais e empresas, com o objetivo de dar aparência legal aos recursos.

O bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões busca atingir o patrimônio relacionado às suspeitas investigadas.

A Operação Cadeia de Comando contou com equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRF), da Seccional de Esperança e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

O POVO PB

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