Pai acusado de matar filho de 11 anos em João Pessoa pede avaliação de insanidade mental

6 out 2026 - Notícias / Política

Defesa de Davi Piazza Pinto solicitou à Justiça a abertura de procedimento para avaliar a capacidade mental do réu na época do crime; MPPB terá 10 dias para se manifestar — Foto: Reprodução

Davi Piazza Pinto, réu acusado de matar o próprio filho, de 11 anos, em João Pessoa, solicitou à Justiça uma avaliação de insanidade mental. O pedido foi apresentado pela defesa à 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba.

O processo está sob análise da juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, que determinou que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) se manifeste sobre o pedido no prazo de 10 dias. Até a última atualização, o órgão ainda não havia apresentado posicionamento.

Caso o procedimento seja autorizado, uma junta médica deverá avaliar se o réu tinha, no momento do crime, capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos praticados e de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Após a manifestação do Ministério Público, o pedido retornará para análise da magistrada, que decidirá sobre a abertura do procedimento.

Davi permanece preso preventivamente. Após o crime, ele se apresentou espontaneamente à Polícia Civil em Florianópolis, Santa Catarina.

Em novembro do ano passado, Davi Piazza Pinto foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Segundo a investigação, o homicídio foi qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia e pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

Na época do crime, em depoimento à Polícia Civil, Davi afirmou que havia matado o filho por estar endividado e não querer pagar pensão alimentícia.

A defesa não foi localizada para comentar o pedido de avaliação de insanidade mental.

Relembre o caso

Segundo as informações da investigação, depois de matar o filho, Davi teria levado o corpo até uma área de mata no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa, onde o enterrou nas proximidades de uma antiga fábrica abandonada.

O corpo foi localizado dentro de um saco plástico preto, parcialmente coberto por terra, em uma cova rasa.

Durante as buscas pelo menino, equipes da Polícia Militar percorreram a região indicada. A perícia também identificou uma marca no ombro da criança, que, segundo os peritos, teria sido provocada pela exposição ao sol.

Enquanto as buscas eram realizadas em João Pessoa, Davi se apresentou espontaneamente em uma delegacia de Florianópolis, onde foi preso.

A Polícia Civil também analisou imagens de câmeras de segurança que registraram o momento em que o homem deixou o local onde o crime teria sido cometido, no bairro Jardim Oceania, utilizando um carro de aplicativo.

Nas imagens, ele aparece carregando uma trouxa de lençol. Segundo a investigação, o corpo da criança estava enrolado nos lençóis.

Os dois motoristas de aplicativo envolvidos no deslocamento — o que levou Davi até o local onde o corpo foi enterrado e o que o transportou de volta — foram ouvidos durante o inquérito.

Ainda de acordo com a investigação, o pai teria agido sozinho e premeditado o crime.

O Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi asfixia por sufocação. Outros exames, incluindo o toxicológico, também foram realizados.

O pedido de avaliação de insanidade mental ainda depende da manifestação do Ministério Público e de decisão da Justiça.

O POVO PB

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