Pediatra de 81 anos é indiciado por estupro de vulnerável em novo inquérito na Paraíba

11 set 2024 - Paraíba

Fernando Cunha Lima, de 81 anos — Foto: Reprodução

O pediatra Fernando Cunha Lima, de 81 anos, foi indiciado em um segundo inquérito por estupro de vulnerável, envolvendo duas novas vítimas: um menino e uma menina. O inquérito também incluiu o depoimento de duas sobrinhas do médico, que foram ouvidas como declarantes. As informações foram confirmadas nesta segunda-feira (11) pela delegada Andrea Lima.

Este novo inquérito, presidido pela delegada Isabel Costa, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude, foi concluído na última terça-feira (9) e encaminhado à Justiça. As sobrinhas foram ouvidas como declarantes, já que os crimes contra elas estão prescritos, situação semelhante ao que ocorreu no primeiro inquérito, no qual outras duas sobrinhas também prestaram depoimento.

Defesa nega acusações

Fernando Cunha Lima compareceu à delegacia na sexta-feira (6) e, pela primeira vez, falou publicamente sobre as acusações. O médico negou as acusações de abuso sexual e insinuou que as vítimas estariam em busca de dinheiro. Até o momento, a defesa de Fernando Cunha Lima não se pronunciou oficialmente sobre o novo inquérito.

Primeira denúncia e investigação

O caso ganhou repercussão no dia 14 de agosto, quando a Polícia Civil confirmou em coletiva de imprensa que o médico havia sido indiciado por estupro de vulnerável no primeiro inquérito, após denúncia formalizada no dia 25 de julho. Na ocasião, a mãe de uma das crianças, que estava em consulta no consultório de Cunha Lima, afirmou ter presenciado o momento em que ele teria tocado as partes íntimas de seu filho. Imediatamente, ela retirou as crianças do local e registrou a queixa.

Com o avanço das investigações, outras vítimas começaram a se manifestar. Uma sobrinha do médico relatou ter sido abusada quando tinha 9 anos, na década de 1990, e revelou que suas irmãs também foram vítimas de Cunha Lima. As denúncias indicam que os abusos podem ter ocorrido há mais de 30 anos.

Ação do Ministério Público e CRM-PB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) já denunciou o médico por abuso sexual contra três crianças e pediu sua condenação por quatro crimes, sendo que uma das vítimas teria sofrido abusos em duas ocasiões. A pena total pode chegar a 60 anos de reclusão. Além disso, o MPPB solicitou a prisão preventiva de Fernando Cunha Lima.

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) abriu uma sindicância para investigar o caso e suspendeu temporariamente o registro profissional do médico. Já a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), da qual o pediatra era diretor, decidiu afastá-lo de suas funções diretivas.

O POVO PB

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