A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (19), a Operação Galho Fraco, que investiga um suposto…
PF e CGU deflagram operação contra suposto desvio de recursos da Saúde
8 out 2026 - Manchete Destaque
Operação Coaptação cumpre cinco prisões preventivas, 24 mandados de busca e apreensão e duas ordens de sequestro de bens na Paraíba e no Ceará — Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Coaptação, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à área da Saúde.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 24 de busca e apreensão e dois de sequestro de bens nos estados do Ceará e da Paraíba.
Na Paraíba, a operação teve como alvo o município de Campina Grande. Até a última atualização, porém, a Polícia Federal não havia informado qual dos mandados foi cumprido na cidade.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo saques elevados de dinheiro em espécie.
Com o avanço da apuração, os investigadores identificaram, segundo a PF, um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de contratos públicos firmados por entidades que atuam na área da Saúde.
A investigação aponta ainda o uso de uma empresa de fachada e documentos com suposta falsidade ideológica para operacionalizar o esquema.
Empresa recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos
De acordo com a PF, a principal empresa investigada firmou contratos com entidades subnacionais e recebeu, entre 2007 e 2025, mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal repassados.
A apuração busca esclarecer como os recursos foram utilizados e identificar a eventual participação de pessoas físicas e jurídicas no suposto esquema.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o afastamento preventivo de cinco gestores.
Também foram determinadas medidas patrimoniais, incluindo o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos que seriam supostamente vinculados aos investigados.
A Justiça autorizou ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados.
As medidas foram autorizadas pela 32ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará.
O POVO PB
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