PL rompe com o Novo na Paraíba e descarta aliança para disputa ao Senado em 2026

13 jun 2026 - Notícias / Política

Marcelo Queiroga  — Foto: Ewerton Correia/TV Cabo Branco

A aliança entre PL e Novo para as eleições de 2026 na Paraíba chegou ao fim antes mesmo de ser oficializada. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira (12) pelo ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga (PL), que descartou qualquer composição entre os dois partidos na disputa pelas vagas ao Senado Federal.

Segundo Queiroga, a avaliação da direção do PL é de que a parceria não traria vantagens eleitorais para a legenda. O ex-ministro argumentou que o Novo não dispõe de instrumentos considerados estratégicos em uma campanha, como tempo de rádio e televisão, fundo partidário e uma estrutura eleitoral capaz de fortalecer a chapa.

“É uma parceria que não agrega em nada para o nosso partido. Uma coisa é o namoro, mas o casamento civil tem mais responsabilidade”, declarou Queiroga ao comentar o rompimento.

Divergências nacionais pesaram na decisão

Além das questões eleitorais, o cenário político nacional também contribuiu para o afastamento entre as duas siglas.

De acordo com Queiroga, declarações recentes do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), geraram desconforto dentro do partido e ajudaram a esfriar de vez as conversas sobre uma possível aliança.

Major Fábio perde espaço na composição

Com o fim das negociações, o principal impacto recai sobre o ex-deputado Major Fábio, pré-candidato do Novo ao Senado. Ele trabalhava com a expectativa de integrar uma chapa ao lado de Marcelo Queiroga em um bloco político que deve apoiar a pré-candidatura do senador Efraim Filho ao Governo da Paraíba.

Apesar da ruptura política, Queiroga afirmou que não há qualquer divergência pessoal com Major Fábio e reforçou que a decisão foi tomada com base em uma análise eleitoral e partidária.

Segunda vaga ao Senado ficará em aberto

A saída do Novo também provocou mudanças na estratégia do PL para a composição da chapa majoritária.

Segundo Marcelo Queiroga, o partido não pretende indicar um segundo nome ao Senado neste momento. A intenção é deixar uma das vagas em aberto para que o eleitorado conservador possa escolher livremente outro candidato de sua preferência.

O POVO PB

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