Polícia Civil investiga se arma apreendida em Bayeux foi utilizada na chacina da Praia do Sol, em João Pessoa
17 jul 2025 - Paraíba
Polícia Civil investiga se arma apreendida em Bayeux foi utilizada na chacina da Praia do Sol, em João Pessoa — Foto: Reprodução
A Polícia Civil da Paraíba está apurando se uma arma de fogo apreendida durante uma operação realizada nesta quarta-feira (16), no município de Bayeux, tem ligação com a chacina ocorrida na Praia do Sol, em João Pessoa, que deixou quatro mortos e dois feridos no início deste mês. A ação policial aconteceu em uma área conhecida como Casa dos Artistas.
Durante a operação, dois homens foram presos — um por tráfico de drogas e outro por tráfico e porte ilegal de arma de uso restrito. De acordo com o delegado Douglas Garcia, os detidos não têm envolvimento direto com o crime da Praia do Sol, mas um terceiro suspeito, que teria ligação com a chacina, conseguiu fugir. Ainda segundo o delegado, uma arma foi apreendida no local e será submetida à perícia para verificar se foi usada no ataque.
A delegada Luísa Correia, do Núcleo de Homicídios de João Pessoa, informou que há troca de informações entre as delegacias de Bayeux e da capital para confirmar a eventual participação de membros de facções criminosas no caso. Segundo ela, os homens presos pertencem a uma facção do Rio de Janeiro que tenta se instalar na região metropolitana de João Pessoa. Além da arma de fogo, a operação resultou na apreensão de munições e celulares.
Relembre o caso
A chacina ocorreu na madrugada do dia 6 de julho, durante uma festa em uma residência na Praia do Sol, em João Pessoa. Criminosos armados chegaram ao local em duas motos e abriram fogo contra os participantes do evento. Quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas.
As vítimas foram identificadas como:
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Danyelle Cristina Andrade da Silva, 20 anos;
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Maria Clara Henriques da Costa, 21 anos (grávida de três meses);
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Welton Rodrigues de Sousa, 20 anos;
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Rafael Daniel dos Santos Gomes, 20 anos.
Todas as vítimas foram sepultadas no dia 7 de julho, no cemitério do bairro do Cristo.
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o crime está relacionado as disputas entre facções criminosas rivais.
O POVO PB
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