Suspeita de decapitar dois jovens em Bayeux é presa; motivação seria disputa de facções, diz Polícia Civil

25 set 2024 - Paraíba

Emily Gabriely da Silva Vieira Martins, de 20 anos, é suspeita de assassinar e degolar dois jovens que foram encontrados decapitados Bayeux — Foto: Reprodução

Emily Gabriely da Silva Vieira Martins, de 20 anos, foi presa na última terça-feira (24) sob a acusação de matar e decapitar dois jovens, Renan Douglas, de 16 anos, e Wendes de Caldas, de 24 anos. A motivação do crime estaria relacionada a uma disputa entre facções criminosas. Segundo o delegado Diego Garcia, da Polícia Civil, Emily teria encontrado figurinhas de uma facção rival nos celulares das vítimas ao abordá-las, o que teria levado à execução.

Os corpos de Renan e Wendes, moradores do bairro Jardim Veneza, em João Pessoa, foram encontrados decapitados, com as mãos amarradas, em uma cova rasa no Rio do Meio, Bayeux, em 9 de julho. Eles estavam desaparecidos desde o dia 4 de julho, quando foram vistos pela última vez em uma sucata na cidade, onde foram comprar paletes.

Os corpos dos jovens Renan Douglas, de 16 anos, e Wendys de Caldas, de 24 anos, foram encontrados decapitados, com as mãos amarradas e enterrados em uma cova rasa, em Bayeux — Foto: Arquivo pessoal

Abordagem e execução cruel

De acordo com a investigação, Emily abordou os jovens ao suspeitar que eles faziam parte de uma facção rival ao Comando Vermelho, organização da qual ela seria integrante. Após interrogar as vítimas e verificar seus celulares, ela encontrou figurinhas que faziam menção a um grupo criminoso predominante no Jardim Veneza, e decidiu executar os jovens. “Ela verificou as figurinhas e, a partir disso, determinou a execução”, disse o delegado Diego Garcia.

Emily teria contado com a ajuda de outras duas pessoas para amarrar Renan e Wendes, esfaqueá-los e, posteriormente, decapitá-los. Os corpos foram enterrados em uma cova rasa que, segundo o delegado, as próprias vítimas foram forçadas a cavar. A suspeita confessou o crime durante interrogatório e afirmou que sentia “prazer em matar”, segundo a polícia.

Histórico criminal e ligação com facção

Emily Gabriely já possuía um extenso histórico criminal, com envolvimento em tráfico de drogas, assaltos e porte ilegal de armas. De acordo com a Polícia Civil, ela também teria ligação com uma facção criminosa do Rio de Janeiro que atua em João Pessoa. Além de confessar os assassinatos, Emily afirmou que havia se deslocado até o Rio para ganhar a confiança dos líderes da organização e que não se arrepende dos crimes cometidos.

Passado como atleta de karatê

Em um dos detalhes mais intrigantes do caso, a polícia revelou que Emily foi atleta de karatê, tendo participado de seletivas para a Seleção Brasileira da modalidade. A jovem chegou a representar a Paraíba em diversos campeonatos. No entanto, ela declarou em interrogatório que deixou o esporte há cerca de um ano para ingressar no mundo do crime. Entre os materiais apreendidos pela polícia, foram encontradas medalhas que faziam referência à sua carreira esportiva.

Investigação continua

A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando identificar e prender os outros envolvidos no crime. Durante a operação que prendeu Emily, um homem também foi detido por suspeita de envolvimento nos assassinatos.

Emily Vieira Martins, de 20 anos e outro suspeito do crime preso pela Polícia Civil, com roupas militares usadas para a realização de assaltos e outros crimes — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O POVO PB

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