Suspeito de matar professor aposentado tem prisão mantida e seguirá detido no Serrotão, em Campina Grande

12 maio 2025 - Paraíba

Homem confessou o crime à polícia e revelou ter simulado desaparecimento da vítima com falsa denúncia de afogamento em João Pessoa — Foto: Reprodução

O homem de 29 anos preso pelo assassinato do professor aposentado Gilson Cruz Nunes, de 63 anos, teve prisão preventiva mantida pela Justiça da Paraíba durante audiência de custódia realizada neste domingo (11). O suspeito será encaminhado ao Presídio do Serrotão, em Campina Grande, onde permanecerá à disposição do Judiciário.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado, que se apresentava como companheiro de Gilson, confessou o crime e revelou ter matado o professor com um golpe de faca, após um desentendimento ocorrido na manhã do domingo (4), na residência do casal, localizada no bairro Cuités, em Campina Grande.

Ocultação do corpo e falsa denúncia

Após cometer o homicídio, o suspeito envolveu o corpo da vítima em um lençol e o transportou até um orquidário pertencente a Gilson, localizado na zona rural do município de Massaranduba, onde o enterrou e concretou o cadáver. Em seguida, se deslocou até João Pessoa, onde simulou um desaparecimento por afogamento na praia da Penha.

No local, ele acionou o Corpo de Bombeiros, que iniciou buscas na região costeira com apoio do Grupamento Tático Aéreo (GTA). Entretanto, câmeras de segurança próximas não registraram qualquer imagem da suposta vítima no mar, levantando dúvidas sobre a veracidade da ocorrência.

Diante da inconsistência dos relatos, a Polícia Civil mobilizou as Delegacias de Homicídios de Campina Grande e João Pessoa, com apoio da Unidade de Inteligência da corporação, o que resultou na prisão do suspeito e na localização do corpo.

O Instituto de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande realizou a perícia no local da exumação, que contou com o apoio do Corpo de Bombeiros.

O suspeito foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a investigação, ele teria previamente elaborado a simulação do desaparecimento para tentar ocultar o assassinato.

A família de Gilson Cruz foi informada da morte após a prisão do suspeito. O advogado Leônidas Chaves, representante dos familiares, afirmou que os parentes não tinham conhecimento do relacionamento entre o professor e o investigado.

O caso

Gilson Cruz Nunes foi dado como desaparecido no domingo (4). A primeira denúncia, feita pelo próprio suspeito, relatava que o professor teria mergulhado na praia da Penha e não retornado. No entanto, a ausência de imagens nas câmeras de segurança e a inconsistência nos depoimentos levantaram suspeitas.

Dois boletins de ocorrência foram registrados: um pelo suposto companheiro e outro por uma pessoa próxima à família, o que levou a polícia a cruzar informações e aprofundar a investigação.

Gilson era professor aposentado e morador de Campina Grande. O caso segue sob investigação para apuração completa das circunstâncias do crime.

O POVO PB

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