Tartaruga marinha é encontrada morta na Praia do Bessa, em João Pessoa
30 abr 2025 - Paraíba
Tartaruga marinha é encontrada morta na Praia do Bessa, em João Pessoa — Foto: Reprodução
Uma tartaruga marinha de grande porte foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (29) na faixa de areia da Praia do Bessa, em João Pessoa. O animal foi avistado por um morador que costuma caminhar pela localidade. Essa já é a segunda tartaruga encontrada morta com pouco menos de 20 dias.
A causa da morte ainda é desconhecida, mas organizações ambientais alertam que o impacto humano no litoral paraibano tem sido crescente e recorrente, especialmente em áreas onde o avanço do urbano compromete o ecossistema marinho. A região onde a tartaruga foi encontrada fica próxima a áreas que têm recebido construções recentes, o que também levanta questionamentos sobre a necessidade de estudos mais rigorosos de impacto ambiental.
A presidente da ONG Guajiru — organização que atua na proteção das tartarugas marinhas no litoral paraibano — informou que mortes de tartarugas não são casos isolados. “Infelizmente, todos os anos registramos animais mortos. Muitas vezes, o motivo está ligado à ingestão de resíduos plásticos, redes de pesca abandonadas ou redes fantasmas que ficam presas nos recifes”, explicou.
A Guajiru atua principalmente no monitoramento reprodutivo das espécies, protegendo os ninhos durante a temporada de desova, e tentando evitar a desorientação dos filhotes devido à poluição luminosa. No entanto, outras ameaças, como poluição marinha e pesca irregular, continuam colocando a fauna costeira em risco.
A reportagem também entrou em contato com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), que informou que aguarda laudos para investigar a causa da morte da tartaruga e que uma equipe técnica deve ir ao local para avaliação. A Sudema orienta que, ao encontrar animais marinhos mortos, a população evite o contato direto e acione os órgãos ambientais para o devido recolhimento e análise.
Especialistas alertam que objetos como tampas de garrafa, canudos, sacolas plásticas e restos de pesca representam riscos graves à fauna marinha. Tartarugas confundem plástico com alimento e, ao ingerirem esses materiais, podem sofrer obstruções no sistema digestivo, desnutrição ou até morrer por asfixia.
Além disso, o lixo nas praias contribui para a proliferação de doenças e degrada o ambiente natural, afetando também a qualidade de vida das pessoas que frequentam ou vivem próximas às áreas costeiras.
A presidente da ONG Guajiru reforçou a importância da conscientização ambiental como estratégia para reverter esse cenário. “Cada tampinha jogada na areia pode significar a morte de uma vida marinha. É fundamental que todos entendam o papel que têm na preservação do nosso litoral”, pontuou.
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