Tércio Arnaud, paraibano e ex-assessor de Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Federal
8 fev 2024 - Paraíba
Tercio Arnaud Tomaz teve sua página no Facebook excluída. Antes, tinha foto com o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/DFRLab
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (8) que tem como alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores, investigados por suspeita de tentativa de golpe de Estado no país e invalidação das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os investigados com mandados de busca e apreensão está Tércio Arnaud Tomaz, paraibano e ex-assessor de Bolsonaro, considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”. Seu celular foi apreendido durante a operação.
Quem é Tércio Arnaud?
Tércio, natural de Campina Grande, Paraíba, foi descoberto por Carlos Bolsonaro entre 2013 e 2014, após a página “Bolsonaro Opressor” no Facebook ganhar visibilidade. Graduado em Biomedicina, trabalhou como recepcionista em um hotel antes de sua ascensão na política.
Com a vitória de Bolsonaro em 2018, Tércio foi nomeado assessor especial da Presidência, mesmo sem experiência prévia em política, recebendo um salário de quase R$ 14 mil. Ele também gerenciou as redes sociais de Bolsonaro na eleição de 2018 e trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, no Rio de Janeiro, como auxiliar de gabinete.
Trajetória Política de Tércio
Tércio Arnaud foi assessor especial de Bolsonaro nos primeiros anos de gestão e administrou as redes sociais do presidente na eleição de 2018. Após se desincompatibilizar do cargo para disputar as eleições de 2022 como suplente de senador e não obter êxito, foi renomeado para o cargo de assessor em outubro de 2022.
Em setembro de 2020, uma investigação ligou Tércio à administração de contas falsas no Facebook que divulgavam fake news. Ele também foi citado na CPI da Covid-19 de 2021, suspeito de disseminar fake news contra a vacinação em massa e a segurança dos imunizantes.
Investigações Atuais
Na operação mais recente, a PF aponta Tércio como um dos investigados por tentativa de golpe de Estado, acusado de disseminar fraudes nas Eleições Presidenciais de 2022. O grupo, segundo a PF, agiu para viabilizar e legitimar uma intervenção militar, utilizando dinâmica de milícia digital.
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