Vereadora Raíssa Lacerda se defende de acusações após operação da PF que investiga aliciamento eleitoral, em João Pessoa

11 set 2024 - Paraíba / Política

Vereadora Raíssa Lacerda se defende de acusações após operação da PF que investiga aliciamento eleitoral, em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana

A vereadora Raíssa Lacerda (PSB) reagiu às acusações e à recente operação da Polícia Federal (PF), que deflagrou a Operação Território Livre para combater crimes eleitorais em João Pessoa. A operação, realizada na segunda-feira (10), teve como alvo a residência da parlamentar e o bairro São José, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

Em uma declaração pública, Raíssa Lacerda afirmou estar sendo alvo de “calúnia”, “difamação” e um “complô”. Ela expressou surpresa com a operação e negou qualquer irregularidade. A vereadora ressaltou seu trabalho social de mais de 30 anos com diversas instituições, incluindo a Igreja Católica e a Igreja Evangélica, e criticou a falta de acesso ao bairro São José, alegando que não tem influência sobre a área.

Lacerda também abordou as apreensões feitas em sua residência, incluindo dinheiro, aparelhos celulares e contracheques de funcionários da Prefeitura de João Pessoa. Ela alegou que o dinheiro apreendido foi fruto de uma herança familiar que os contracheques mencionados não estavam em sua casa. A vereadora solicitou que a verdade fosse esclarecida e afirmou ter a confiança de que a situação seria resolvida.

Operação Território Livre

A Operação Território Livre, deflagrada pela Polícia Federal, visa combater o aliciamento violento de eleitores e a formação de organizações criminosas em João Pessoa. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 35 mil em espécie, além de documentos pessoais de indivíduos não residentes nos locais alvo da busca. A operação também visou desmantelar redes de controle territorial e coação de votos.

Resposta da prefeitura

Raíssa Lacerda assumiu recentemente uma vaga na Câmara Municipal de João Pessoa, após o falecimento do vereador Professor Gabriel, em maio. Anteriormente, ocupava o cargo de secretária-executiva de Direitos Humanos e Cidadania na Prefeitura de João Pessoa. Até o momento, a vereadora não havia respondido a pedidos de declaração sobre a operação, mas sua defesa pública buscou contrabalançar as acusações.

A Prefeitura de João Pessoa emitiu uma nota oficial esclarecendo que nenhum imóvel ou repartição do município foi alvo da operação e que nenhum servidor público está envolvido nas investigações. A gestão municipal expressou pesar pelas tentativas de vincular qualquer autoridade do Executivo aos crimes investigados.

O POVO PB

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