Em delação premiada, Elcio Queiroz diz que Ronnie Lessa matou Marielle

24 jul 2023 - Brasil - Mundo

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz deixam a Delegacia de Homicídios, na Barra — Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-policial militar Elcio Queiroz firmou uma delação premiada com a Polícia Federal e com o Ministério Público do Rio de Janeiro e confirmou a participação dele, de Ronnie Lessa e do ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, que foi preso nesta segunda-feira (24), na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor do Sistema Penitenciário Federal Substituto, Renato Vaz, em coletiva de imprensa após a prisão do ex-bombeiro Maxwell Simões Correa.

Em depoimento, homologado pela Justiça, Elcio Queiroz confirmou que ele dirigia o carro utilizado no assassinato e que Ronnie Lessa efetuou os disparos contra o veículo da vereadora, que vitimou Marielle Franco e Anderson Gomes.

Durante a coletiva, Flávio Dino informou que a delação premiada de Elcio Queiroz motivou a ação da Polícia Federal deflagrada nesta segunda. “Tivemos uma delação, uma colaboração premiada, do senhor Élcio Queiroz – como todos os senhores sabem, há alguns anos essa investigação gira em torno desses dois personagens: Ronnie e Élcio. Nessa delação, o senhor Élcio revelou a participação de um terceiro indivíduo, sendo o Maxwell, e confirmou a participação dele mesmo e do Ronnie Lessa”, afirmou o ministro,

Segundo Flávio Dino, Elcio Queiroz apontou Maxwell Simões Correa e outras pessoas como co-participantes do crime. No caso do ex-bombeiro, ele participou de ações de vigilância para a emboscada contra a vereadora.

“Há um avanço, uma mudança de patamar da investigação. Naturalmente, há aspectos em investigação sob segredo de Justiça. Nas próximas semanas, provavelmente haverá novas operações derivadas desse conjunto de provas colhidas hoje“, destacou o ministro da Justiça;

“A partir daí, claro, as instituições envolvidas terão os elementos necessários ao prosseguimento da investigação. Não há, de forma alguma, a afirmação de que a investigação está concluída, pelo contrário, o que acontece é uma mudança de patamar da investigação”, continuou Flávio Dino.

Flávio Dino confirma que “sem dúvidas há a participação de outras pessoas e isso é indiscutível”.

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