Polícia Federal faz buscas nas casas de ex-prefeita e ex-secretários de São Vicente do Seridó, na Paraíba

27 ago 2024 - Paraíba

Polícia Federal faz buscas nas casas de ex-prefeita e ex-secretários de São Vicente do Seridó, na Paraíba — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (27), a Operação Inside Out, destinada a combater corrupção e fraudes envolvendo recursos públicos no município de São Vicente do Seridó, na Paraíba. A operação, que investiga possíveis desvios de verbas, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro ocorridos entre 2018 e 2020, já resultou em prisões e apreensões.

As ações foram concentradas na zona rural de São Vicente do Seridó e em dois bairros de Campina Grande: Jardim Tavares e Liberdade. As residências da ex-prefeita Maria Graciete do Nascimento Dantas, de seu marido, ex-secretário de transportes do município, e de seu genro, ex-secretário de administração e proprietário da empresa investigada, foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Durante as buscas, o marido da ex-prefeita foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. As investigações revelaram que a Prefeitura de São Vicente do Seridó contratou uma empresa de fachada para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), utilizando recursos federais no valor de R$ 627.283,24. Contudo, verificou-se que a empresa, em vez de operar como uma construtora, funcionava como uma padaria, sem qualquer registro de funcionários na época das obras.

Marido da ex-prefeita de São Vicente do Seridó, na PB, foi autuado em flagrante por estar com uma arma de fogo sem registro — Foto: Divulgação/Polícia FederalMarido da ex-prefeita de São Vicente do Seridó, na PB, foi autuado em flagrante por estar com uma arma de fogo sem registro — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Campina Grande. Além das buscas, foi determinada a quebra do sigilo fiscal da empresa envolvida. Os envolvidos na operação podem ser acusados de apropriação de verbas públicas, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, crimes que, juntos, podem acarretar penas de até 29 anos de prisão.

A operação foi batizada de “Inside Out” em referência ao acesso privilegiado que agentes públicos e associados tinham a informações confidenciais, utilizadas para manipular licitações no município.

O POVO PB

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