Hospital Padre Zé move nova ação contra Padre Egídio e grupo por desvios milionários

6 jan 2025 - Paraíba

Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo

O Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé, ingressou com uma nova ação judicial no último dia 29 de dezembro contra o ex-diretor da unidade, Padre Egídio de Carvalho, e outros envolvidos em um esquema milionário de desvio de recursos destinados à entidade filantrópica. Além de Egídio, figuram como alvos da ação Jannyne Dantas, Amanda Duarte, Samuel Segundo e João Diógenes de Andrade Holanda.

O pedido inclui indenização por danos morais e materiais, buscando o ressarcimento de valores desviados ao longo de dez anos. A nova ação se soma à investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que identificou um esquema de fraudes envolvendo R$ 140 milhões em desvios. Até o momento, R$ 116 milhões em bens pertencentes a Egídio foram bloqueados judicialmente.

De acordo com o Instituto São José, os desvios praticados pelo ex-diretor e seus aliados resultaram em graves prejuízos à administração do hospital, comprometendo recursos destinados a projetos sociais e filantrópicos. “A paralisação das atividades de inúmeros projetos filantrópicos ocorreu em razão da insuficiência de receita causada pelos desvios”, destacou a entidade em nota.

O Instituto requer:

  • Condenação por danos materiais: restituição de todos os valores desviados, conforme apuração nas ações criminais em curso (números 0809763-06.2023.8.15.2002, 0813724-52.2023.8.15.2002 e 0813572-04.2023.8.15.2002), a serem liquidados em sentença.
  • Pagamento mínimo de R$ 1.083.243,77, já identificado pelo MPPB como prejuízo material inicial, somado aos valores que ainda venham a ser apurados em investigações.

Segundo as investigações, o esquema envolvia desvios de doações e recursos destinados ao hospital por meio de práticas fraudulentas, o que resultou na perda de montantes expressivos. O MPPB apontou Padre Egídio como principal articulador do esquema, com o apoio dos outros réus.

O caso segue em tramitação, e novas decisões judiciais são aguardadas.

Portal O POVO PB

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