“Primeiro dia de paz em 42 anos”, desabafa sobrinha de médico preso por estupro
8 mar 2025 - Paraíba
Pediatra acusado de abusos contra crianças afirma que não ficará preso: ”só dois dias e saio” — Foto: Reprodução
Gabriela Cunha Lima, sobrinha do médico Fernando Cunha Lima, preso nesta sexta-feira (7) sob suspeita de estuprar seis crianças, expressou alívio após a prisão do tio, de quem alega ter sido abusada na infância. “Hoje é o primeiro dia em 42 anos, quase 43, que eu tenho paz”, disse ela.
A prisão do médico, que estava foragido há quatro meses, ocorreu em Pernambuco. Ele nega as acusações e afirma que não permanecerá preso.
Relembre o caso:
- Denúncias: A primeira denúncia formal contra o médico veio à tona em agosto de 2024, após a mãe de um paciente relatar ter presenciado o abuso. Outras vítimas, incluindo Gabriela Cunha Lima, sobrinha do médico, também apresentaram denúncias.
- Foragido: Fernando Cunha Lima fugiu em novembro de 2024, antes que a polícia pudesse cumprir o mandado de prisão. Ele foi localizado em Pernambuco, onde contava com uma rede de apoio.
- Prisão: A Polícia Civil da Paraíba prendeu o médico em um imóvel alugado em Paulista, Pernambuco. Ele foi levado para João Pessoa, onde passará por audiência de custódia.
- Acusações: O médico é acusado de estupro de vulnerável. As denúncias incluem casos de abuso em seu consultório, onde atendia crianças desde bebês, e em sua casa de praia, onde teria abusado da sobrinha.
A prisão do médico trouxe alívio para as vítimas e seus familiares. Gabriela Cunha Lima, que foi abusada pelo tio na infância, desabafou: “Ter um estuprador de criança a menos na rua é motivo de conforto. Você ter o seu estuprador na prisão depois de 33 anos é um motivo de alívio, de muito alívio”.
A defesa do médico informou que entrou com um habeas corpus e que desde fevereiro o médico havia pedido para ser preso e cumprir a prisão em Recife, por temer por sua integridade física.
Após a audiência de custódia em Pernambuco, o médico deverá ser transferido para a Paraíba, onde responderá pelos crimes.
Pediatra acusado de abusos contra crianças afirma que não ficará preso: “só dois dias e saio”
O POVO PB
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