Bebê indígena warao morre em João Pessoa com sinais de desnutrição e infecção generalizada

28 abr 2025 - Paraíba

Hospital Arlinda Marques — Foto: Divulgação

Um bebê indígena da etnia warao, de origem venezuelana, morreu nesta segunda-feira (28) em João Pessoa, após ser internado com sinais de desnutrição grave, infecção generalizada e lesões corporais. A criança, de apenas 1 ano e 2 meses, morava no abrigo Vila do Lula, no bairro do Roger.

De acordo com o Departamento Municipal de Saúde para Imigrantes e Refugiados, o bebê foi levado na noite de domingo (27) ao Hospital Infantil Arlinda Marques em estado grave. Conforme boletim da Secretaria de Estado da Saúde, a mãe informou que a criança havia recebido apenas uma dose de vacina desde o nascimento, o que caracteriza atraso vacinal severo.

Ainda segundo o boletim, o bebê apresentava falência circulatória, situação em que o fluxo sanguíneo é insuficiente para abastecer órgãos vitais. Devido à gravidade, foi submetido a um procedimento de emergência para administração de medicamentos e fluidos diretamente pela medula óssea. Apesar dos esforços médicos, a criança não resistiu e morreu após ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI).

O corpo da vítima foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para exames que devem esclarecer a causa da morte.

Outros casos envolvendo indígenas warao

Este é o segundo caso recente de morte envolvendo crianças da etnia warao na capital paraibana. Em março de 2025, uma bebê de apenas dois meses morreu após apresentar quadro grave de infecção generalizada e lesões cutâneas. Na ocasião, a suspeita inicial de meningite foi descartada após análise clínica.

Além disso, na última sexta-feira (25), moradores de outro abrigo indígena denunciaram a suspeita de surto de leptospirose. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seis casos foram confirmados entre indígenas warao residentes no local.

As mortes e surtos de doenças vêm chamando atenção para as precárias condições de vida enfrentadas pelos indígenas refugiados na cidade. Órgãos de saúde e entidades de direitos humanos monitoram a situação e discutem medidas emergenciais de assistência e vacinação para essas populações vulneráveis.

O POVO PB

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