Operação Cítrico afasta prefeito de Cabedelo e atinge aliados políticos e gestores públicos

14 abr 2026 - Paraíba / Política

Edvaldo Neto — Foto: Divulgação

A cidade de Cabedelo amanheceu sob forte movimentação policial nesta terça-feira (14), com a deflagração da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

A operação resultou no afastamento do prefeito Edvaldo Neto (Avante), por decisão judicial. Ele havia sido eleito no último domingo (12), em eleição suplementar.

Segundo as investigações, há indícios de atuação de uma organização criminosa envolvendo fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão contra 13 investigados.

Alvos incluem políticos e gestores

Além de Edvaldo Neto, a operação também atinge nomes ligados à gestão pública e ao meio político, como:

  • Vitor Hugo, ex-prefeito de Cabedelo
  • Rougger Guerra, secretário de Gestão Governamental de João Pessoa
  • Josenilda Batista dos Santos, secretária de Administração de Cabedelo
  • Cynthia Denize Silva Cordeiro, ex-secretária e familiar do prefeito
  • Diego Carvalho Martins, ex-dirigente do Procon municipal

Outros investigados incluem assessores e pessoas com passagem pela administração pública local.

Com a decisão judicial, Edvaldo Neto foi afastado do cargo antes mesmo da diplomação. Com isso, o presidente da Câmara Municipal, José Pereira (Avante), assume interinamente a prefeitura.

Em nota, a defesa do prefeito afirmou que o afastamento é uma medida cautelar e não representa condenação. Também negou qualquer vínculo com facção criminosa.

A defesa destacou ainda que o gestor havia encaminhado recentemente um projeto de lei com medidas contra organizações criminosas, reforçando, segundo a nota, o compromisso com a legalidade.

Edvaldo já ocupava o cargo de forma interina desde a cassação do ex-prefeito André Coutinho e da vice Camila Holanda. Com a eleição recente, ele havia sido confirmado no cargo até 2028.

O POVO PB

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