Edvaldo Neto nega irregularidades e diz que “não cometeu ato ilegal” após afastamento em Cabedelo

16 abr 2026 - Notícias / Política

Edvaldo Neto — Foto: Divulgação

O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), se pronunciou pela primeira vez após deixar o cargo. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o gestor afirmou que não cometeu irregularidades durante sua atuação na Prefeitura e na Câmara Municipal.

“Não cometi nenhum ato ilegal à frente da prefeitura, nem à frente da Câmara. Estou com a consciência tranquila”, declarou.

No vídeo, Edvaldo Neto disse que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações conduzidas pela Polícia Federal.

“Continuarei firme, de pé, sempre à disposição para responder a qualquer questionamento”, afirmou.

O afastamento do gestor ocorreu no âmbito da Operação Cítrico, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e ligação com organização criminosa.

O que aponta a investigação

De acordo com a Justiça, há indícios de que a estrutura da Prefeitura teria sido utilizada para manter contratos com empresas terceirizadas supostamente ligadas a integrantes da facção “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho.

Segundo as apurações, o esquema envolveria:

  • direcionamento de licitações
  • contratação de empresas específicas
  • inserção de pessoas ligadas à facção na estrutura pública
  • criação de uma “folha de pagamento paralela”

Ainda conforme a investigação, parte dos recursos públicos pagos às empresas retornaria em forma de propina a agentes envolvidos, com indícios de lavagem de dinheiro.

Defesas negam irregularidades

A defesa de Edvaldo Neto já havia informado, em nota, que o prefeito “jamais manteve qualquer vínculo com facção criminosa” e que o afastamento é uma medida provisória, sem decisão definitiva.

Outros citados na operação, como o ex-prefeito Vitor Hugo e o ex-secretário Rougger Guerra, também negam envolvimento e afirmam confiar na Justiça.

Operação segue em andamento

A Operação Cítrico cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento de agentes públicos, além da proibição de acesso de investigados às dependências da Prefeitura.

A investigação é conduzida em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e Controladoria-Geral da União (CGU).

O caso segue sob apuração e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

O POVO PB

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