Alvo da Operação Cítrico, o ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo de João Pessoa,…
Ex-prefeito de Cabedelo denuncia perseguição e ameaça após crise política e operações da PF
14 maio 2026 - Notícias / Política
Prefeito de Cabedelo André Coutinho (Avante) — Foto: Divulgação
O ex-prefeito de Cabedelo, André Coutinho, procurou a Polícia Civil para denunciar supostos episódios de perseguição, monitoramento ilegal e ameaças contra pessoas ligadas ao seu grupo político e familiar. O caso foi registrado na 7ª Delegacia Distrital e acontece em meio ao clima de tensão política vivido no município após operações da Polícia Federal e do Gaeco.
Segundo o relato apresentado pelo ex-gestor, pessoas próximas a ele estariam sendo alvo de intimidações. Um dos episódios citados envolve o carro de um aliado político, que teve três pneus cortados com faca recentemente. A situação foi interpretada pelo grupo como uma tentativa de ameaça.
André Coutinho também afirmou à polícia que recebeu recados considerados ameaçadores, com referências à rotina de familiares.
A crise política em Cabedelo ganhou força após a deflagração da Operação En Passant, conduzida pela Polícia Federal e pelo Gaeco, que investigou supostas nomeações de pessoas ligadas ao traficante conhecido como Fatoka dentro da administração municipal, ainda na gestão do ex-prefeito Vitor Hugo.
Na época, a Justiça Eleitoral entendeu que André Coutinho teria sido beneficiado eleitoralmente pelo esquema investigado e determinou a cassação do mandato dele.
O ex-prefeito, no entanto, nega qualquer participação em irregularidades. Ele sustenta que, durante as eleições de 2024, exercia a presidência da Câmara Municipal e argumenta que o Poder Legislativo não foi alvo das acusações investigadas.
Após a cassação, Cabedelo realizou eleições suplementares. O então prefeito interino, Edvaldo Neto, aliado político de Vitor Hugo, venceu a disputa, mas acabou afastado do cargo apenas dois dias depois, durante nova operação conjunta da Polícia Federal e do Gaeco.
As investigações apontam que o suposto esquema de contratação de integrantes de facções criminosas teria continuado durante a gestão interina.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o andamento da denúncia registrada por André Coutinho.
O POVO PB
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