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Novo recurso de Fernando Cunha Lima será julgado pelo TJPB nesta semana
25 maio 2026 - Manchete Destaque
Mulher denuncia abuso na infância pelo pediatra suspeito de estuprar menina de 9 anos — Foto: Reprodução
O médico pediatra Fernando Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável na Paraíba, terá um novo recurso analisado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) nesta terça-feira (26). A defesa tenta reverter a condenação e pede a absolvição total do médico, alegando supostas nulidades no processo judicial.
Fernando Cunha Lima foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pela Vara de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis de João Pessoa. A decisão reconheceu que o médico praticou abusos sexuais contra uma criança durante consultas realizadas em 2021.
Na sentença, a juíza Virgínia Gaudêncio de Novais destacou que os crimes aconteceram em ocasiões diferentes, nos meses de março e abril daquele ano, o que levou à aplicação do entendimento de concurso material, aumentando a pena final.
Defesa tenta anular condenação
Segundo os advogados do pediatra, o novo recurso apresentado ao TJPB busca questionar pontos processuais do caso. A defesa sustenta que houve irregularidades durante a tramitação da ação e tenta derrubar a condenação.
Apesar disso, a Justiça já reconheceu a existência de provas suficientes em um dos casos investigados. Em outro processo envolvendo uma segunda vítima, Fernando Cunha Lima acabou absolvido por falta de elementos considerados conclusivos.
Na decisão, a magistrada aplicou o princípio jurídico conhecido como “in dubio pro reo”, quando não há certeza suficiente para condenação.
Série de denúncias veio à tona em 2024
O caso ganhou grande repercussão na Paraíba após as primeiras denúncias surgirem em julho de 2024. A mãe de uma criança relatou à Polícia Civil que presenciou o momento em que o médico teria tocado as partes íntimas da filha durante atendimento em consultório.
Depois da primeira denúncia, outras supostas vítimas passaram a procurar a polícia. Entre os relatos, está o de uma sobrinha do médico, que afirmou ter sofrido abuso ainda em 1991. O episódio, segundo familiares, provocou rompimentos dentro da própria família.
Ao longo das investigações, Fernando Cunha Lima chegou a ser denunciado por casos envolvendo pelo menos seis crianças.
Médico chegou a ser considerado foragido
A Justiça aceitou a primeira denúncia contra o pediatra em agosto de 2024. Inicialmente, o pedido de prisão preventiva foi negado. A ordem de prisão só foi expedida em novembro daquele ano.
Quando os policiais foram cumprir o mandado, Fernando Cunha Lima não foi localizado e passou a ser considerado foragido da Justiça.
O POVO PB
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