Duas mortes de crianças de 7 anos por suspeita de dengue grave são investigadas na Paraíba

29 jun 2026 - Notícias

Mosquito Aedes aegypti. — Foto: Lauren Bishop

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) investiga a morte de duas crianças de 7 anos, registradas no município de São Bento, no Sertão do estado, com suspeita de dengue grave. Os óbitos aconteceram em um intervalo de poucos dias e seguem em apuração conforme o protocolo do Ministério da Saúde.

A primeira morte foi registrada no dia 24 de junho e teve como vítima uma menina de 7 anos. O segundo caso ocorreu no último domingo (28), envolvendo um menino da mesma idade.

Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Fernanda Vieira, a confirmação da causa da morte depende de uma investigação detalhada, que reúne informações da família, dos serviços de saúde que atenderam os pacientes e dos exames laboratoriais.

“Depois, são reunidas as informações da entrevista domiciliar, da investigação do prontuário e dos exames laboratoriais disponíveis, para discussão com a infectologista e, assim, concluir o fechamento do caso”, explicou.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, o município de São Bento registrou 279 casos prováveis de dengue entre janeiro e junho deste ano. Desse total, 161 já foram confirmados.

Em toda a Paraíba, existem atualmente sete mortes por dengue em investigação, sendo duas delas em São Bento. O estado contabiliza cerca de 3.900 casos prováveis da doença, que representam mais de 96% das notificações relacionadas às arboviroses.

A SES reforçou que a investigação segue em andamento e que a confirmação ou descarte da relação entre os óbitos e a dengue só será divulgada após a conclusão de todas as etapas previstas pelo protocolo do Ministério da Saúde.

As autoridades de saúde também orientam a população a eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti e procurar atendimento médico ao surgimento de sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas na pele, vômitos persistentes ou sinais de agravamento da doença.

O POVO PB

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