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Após cobrar explicações sobre suposta “rachadinha” na Câmara de Prata, vereador Bobô denuncia retaliação e pode ser afastado
14 out 2026 - NotíciasVereador no quinto mandato afirma sofrer perseguição política por fiscalizar a Casa; pedido de suspensão partiu da presidência

Após cobrar explicações sobre uma suposta “rachadinha” na Câmara Municipal de Prata, o vereador José Erinaldo de Sousa, conhecido como Bobô, enfrenta um pedido de afastamento do mandato por 30 dias. O parlamentar denuncia perseguição política e afirma que a tentativa de suspensão é uma retaliação à sua atuação fiscalizadora.
A votação foi marcada para as 10h desta quarta-feira (14). Segundo as informações apresentadas pelo vereador, caso a medida seja aprovada, sua cadeira ficará vazia durante o afastamento, sem convocação de suplente.
O pedido de punição partiu da presidente da Câmara, vereadora Marciana Ferreira de Araújo Dantas, por falas de Bobô em uma sessão de setembro. O parlamentar sustenta, porém, que a iniciativa está relacionada às cobranças sobre suspeitas de irregularidades na Casa, assunto que, segundo ele, já chegou ao Ministério Público Estadual.
“O povo me elegeu cinco vezes para fiscalizar. Quando comecei a fazer perguntas, passaram a querer me tirar da Câmara. Não vou me calar”, afirmou.
Bobô relata que os obstáculos à fiscalização começaram antes do processo disciplinar. Em junho, a Câmara negou veículo, motorista e diária para que ele fiscalizasse um contrato público em Campina Grande.
O vereador também questiona a rapidez da tramitação e a severidade da punição. Conforme as informações apresentadas por ele, o parecer pelo afastamento foi aprovado por apenas dois vereadores, e a comunicação sobre a votação final ocorreu menos de 22 horas antes da sessão.
Segundo Bobô, a suspensão de 30 dias é a penalidade mais grave dessa modalidade prevista no Regimento Interno e foi proposta por um único episódio. Para o parlamentar, essas circunstâncias reforçam a denúncia de retaliação.
O caso foi levado à Justiça, em Sumé. O vereador afirma que continuará cobrando transparência e defendendo seu direito de fiscalizar.
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