Bebê morre e mãe perde útero após suposta superdosagem de medicamento em maternidade de Campina Grande
11 mar 2025 - Paraíba
Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande — Foto: Reprodução/Google Maps
A Polícia Civil da Paraíba investiga a morte de um bebê e a retirada do útero da mãe após um parto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. Segundo denúncia do pai da criança, Jorge Elô, a gestante teria recebido uma superdosagem de um medicamento para indução do parto, o que teria causado complicações graves.
A Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que abriu uma sindicância para apurar o caso. O Conselho Regional de Medicina e o Ministério Público da Paraíba aguardam uma denúncia formal para se manifestarem.
De acordo com Jorge Elô, sua esposa deu entrada na maternidade no dia 27 de fevereiro. Na manhã seguinte, exames indicaram a possibilidade de um parto vaginal e a indução foi iniciada com comprimidos intravaginais. Durante a madrugada do dia 1º de março, um médico teria substituído a medicação por uma versão intravenosa, intensificando as contrações.
O pai afirma que, por volta das 6h, enfermeiras aumentaram a dosagem sem consultar um médico. A mulher começou a vomitar, sentir calafrios e perdeu os sentidos. Sem resposta das profissionais, o estado da paciente piorou, até que foi levada às pressas para cirurgia.
Jorge Elô relata que só recebeu informações após a cesariana, quando viu o bebê sem vida e soube que o útero da esposa havia sido retirado. “O médico me entregou o órgão para biópsia e disse que nunca tinha visto um rompimento daquela forma”, declarou em entrevista.
O delegado Rafael Pedrosa informou que a investigação inclui depoimentos e exames periciais no bebê, na mãe e no útero removido. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do caso.
O POVO PB
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