Bolsonaro já mandou auxiliar paraibano ficar longe e voltar para Brasília, diz defesa

8 fev 2024 - Paraíba / Política

Tercio Arnaud Tomaz teve sua página no Facebook excluída. Antes, tinha foto com o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/DFRLab

Na esteira da operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (8), autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente Jair Bolsonaro ordenou que seu auxiliar direto, Tércio Arnaud Tomaz, paraibano e ex-assessor do presidente, retorne para Brasília. A decisão foi tomada em atendimento às medidas estipuladas pela Justiça, que incluem a entrega do passaporte de Bolsonaro e a proibição de contato com outros investigados.

Em uma declaração nas redes sociais, o ex-ministro da Comunicação Fábio Wajngarten afirmou: “Em cumprimento às decisões de hoje, o Presidente Jair Bolsonaro entregará o passaporte às autoridades competentes. Já determinou que seu auxiliar direto, que foi alvo da mesma decisão, que se encontrava em Mambucaba, retorne para sua casa em Brasília, atendendo a ordem de não manter contato com os demais investigados”.

O auxiliar mencionado por Wajngarten, Tércio Arnaud Tomaz, considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”, estava com Bolsonaro em uma casa em Angra dos Reis (RJ) no momento da operação. Tércio também é investigado e teve seu celular apreendido.

Natural de Campina Grande, Paraíba, Tércio Arnaud foi descoberto por Carlos Bolsonaro em 2013-2014, após a página “Bolsonaro Opressor” no Facebook ganhar visibilidade. Graduado em Biomedicina, Tércio trabalhou como recepcionista antes de entrar na política. Nomeado assessor especial da Presidência em 2018, gerenciou as redes sociais de Bolsonaro na eleição de 2018 e trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

Atualmente, Tércio é investigado por sua suposta participação em tentativa de golpe de Estado, disseminando fraudes nas Eleições Presidenciais de 2022. O grupo investigado, segundo a PF, teria agido para viabilizar e legitimar uma intervenção militar por meio de uma dinâmica de milícia digital.

O Povo PB

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