Caso Pedro Gabriel: dois anos de mistério e júri popular deve acontecer nesta terça-feira (3)

2 dez 2024 - Paraíba

Pedro Gabriel está desaparecido desde o dia 11 de novembro, em João Pessoa — Foto: Arquivo pessoal

Dois anos após o desaparecimento do jovem Pedro Gabriel, de 17 anos, em João Pessoa, dois acusados ​​pelo crime irão a júri popular. O caso, que chocou a comunidade de Itabaiana, no bairro do Cristo, em João Pessoa.

Pedro Gabriel foi visto pela última vez no dia 11 de novembro de 2022, às 12h52, ao sair de casa. Imagens de câmeras de segurança registraram o adolescente pela região, mas ele nunca retornou. A mãe, que não encontrou o filho ao voltar do trabalho, partiu buscas imediatamente, percorrendo locais que o jovem frequentava, como praças e barbearias. Apesar dos esforços, nenhuma pista concreta foi encontrada.

De acordo com a Polícia Civil, o desaparecimento de Pedro Gabriel estaria ligado a conflitos entre facções criminosas. Mensagens enviadas no celular do jovem sugerem que ele mantinha contato com amigos de infância que viviam em um território dominado por uma facção rival no bairro onde reside.

As investigações culminaram na denúncia de sete suspeitos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Dois dos réus, Érico Luna, de 30 anos, e David Nunes, de 28 anos, enfrentarão o julgamento nesta terça-feira (3). Outros acusados ​​recorreram a decisões judiciais ou aguardaram novas deliberações.

Sete suspeitos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver — Foto: Reprodução

A mãe de Pedro Gabriel, única familiar direta do jovem, enfrenta o luto sem respostas. “Não poder enterrar meu filho é uma dor que nunca passa. Não sei onde ele está, mas espero que a justiça de Deus e dos homens seja feita”, desabafou.

A polícia realizou buscas em cemitérios clandestinos, incluindo o Cemitério do Cristo Redentor, com o apoio de cães farejadores. Apesar de terem sido encontrados ossadas, exames de DNA não confirmaram ser os restos mortais de Pedro Gabriel.

Acusação e defesa

O Ministério Público aponta que os acusados ​​atraíram o jovem para uma emboscada, onde ele foi torturado e morto. Uma confissão parcial de um dos denunciados reforça a tese de homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos.

Já a defesa dos réus afirma não haver provas suficientes de que sustentem a participação deles no crime. “É preciso responsabilidade para apontar suspeitas em um caso tão grave. Defendemos que a Justiça seja feita com base em evidências concretas”, declarou o advogado de defesa Getúlio Souza.

O julgamento está marcado para as 9h no Tribunal do Júri de João Pessoa. A decisão será acompanhada por familiares e amigos do jovem, que esperam que os responsáveis ​​pelo crime punido.

Portal O POVO PB

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