Justiça da Paraíba condena réus por homicídio sem localização do corpo pela primeira vez
4 dez 2024 - Paraíba
Pedro Gabriel está desaparecido desde o dia 11 de novembro, em João Pessoa — Foto: Arquivo pessoal
Pela primeira vez na Paraíba, a Justiça condenou réus por homicídio sem que o corpo da vítima tenha sido localizado. Na terça-feira, 3 de dezembro, dois homens foram sentenciados a 29 e 32 anos de reclusão pela morte de Pedro Gabriel, jovem de 17 anos que desapareceu em novembro de 2022. O julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri, marcou um avanço significativo nas investigações criminais no estado.
O caso de Pedro Gabriel, que foi visto pela última vez na comunidade Jardim Itabaiana, no Cristo Redentor, em João Pessoa, chocou a população local. Segundo as investigações, o jovem foi morto e esquartejado por membros de um grupo criminoso envolvido em atividades violentas e ameaças à comunidade. O assassinato teria sido cometido como parte de uma série de atos para intimidar a população.
Apesar de o corpo de Pedro nunca ter sido encontrado, a Polícia Civil da Paraíba, por meio da Operação Redenção, conseguiu reunir provas substanciais sobre a participação dos réus no crime. A operação, deflagrada em dezembro de 2022, resultou na prisão de nove suspeitos, sendo que os dois homens julgados nesta terça-feira foram considerados culpados pelo Tribunal do Júri.

Sete suspeitos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver — Foto: Reprodução
O delegado Bruno Victor, responsável pela investigação, ressaltou a importância do aprimoramento das técnicas de investigação utilizadas pela Polícia Civil. “Esse caso demonstra que, com a evolução dos métodos investigativos, é possível alcançar a condenação de criminosos mesmo sem a localização do corpo. Essa é uma conquista para a Justiça da Paraíba”, afirmou o delegado.
Os outros envolvidos no caso aguardam julgamento. O desaparecimento de Pedro Gabriel, que não tinha antecedentes criminais, segue sem uma explicação clara sobre os motivos que levaram ao seu assassinato. O caso segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades, que continuam trabalhando para desvendar o mistério por completo.
O POVO PB
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