Casos de virose ultrapassam 66 mil registros e lotam UPAs de João Pessoa, alerta Secretaria de Saúde

28 abr 2025 - Paraíba

Casos de virose ultrapassam 66 mil registros e lotam UPAs de João Pessoa, alerta Secretaria de Saúde  — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo

As unidades de pronto atendimento (UPAs) de João Pessoa estão enfrentando superlotação devido ao aumento expressivo de casos de viroses. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apenas nos primeiros meses de 2025 foram registrados mais de 66 mil casos de virose na capital paraibana. Os dados consideram atendimentos nas UPAs e hospitais públicos da cidade.

Em visita à UPA dos Bancários, o jovem Júlio Ebert relatou que, enquanto acompanhava a mãe com suspeita de apendicite, ainda se recuperava de uma virose contraída dias antes. “Estava lotado. Basicamente todo mundo apresentava os mesmos sintomas: vômito, diarreia, febre e dores no corpo. O atendimento foi bem demorado”, afirmou.

Na UPA de Cruz das Armas, a situação também é crítica. Lee Ebert contou que a virose atingiu toda a família. “Passei quatro dias muito mal, com febre, dor no corpo e dor de cabeça. Assim que melhorei, meu filho e minha esposa adoeceram. Procuramos atendimento quando ela piorou bastante”, relatou.

A alta circulação de vírus respiratórios nesta época do ano preocupa as autoridades. Em entrevista ao portal, o infectologista Daniel Rollo explicou que o aumento dos casos está diretamente relacionado às características do outono e da proximidade do inverno, períodos que favorecem a propagação de vírus como influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19) e vírus sincicial respiratório (VSR).

“É uma época em que as famílias se reúnem mais, como nos feriados de Páscoa, aumentando as aglomerações e, consequentemente, a transmissão viral”, explicou o médico.

Segundo Rollo, a prevenção é fundamental. Além da vacinação contra a gripe e a Covid-19, ele destaca a necessidade de medidas de higiene e etiqueta respiratória, como lavar as mãos frequentemente, usar máscaras em ambientes fechados e evitar sair de casa em caso de sintomas respiratórios.

O especialista também alertou para os sinais que indicam a necessidade de buscar atendimento médico imediato: febre alta persistente, falta de ar, dificuldade para se alimentar ou se hidratar, confusão mental em idosos e sinais de desidratação, como urina escura e em menor volume.

“A pandemia ensinou lições importantes que devem continuar sendo aplicadas. A higiene das mãos, o uso de máscara ao apresentar sintomas e a atenção especial aos grupos mais vulneráveis são práticas que precisam ser mantidas”, reforçou o infectologista.

A Secretaria de Saúde de João Pessoa mantém o alerta à população e recomenda que pessoas que apresentarem sintomas leves priorizem o cuidado domiciliar, evitando assim a sobrecarga das unidades de saúde.

O POVO PB

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