Deputados Federais da Paraíba são pressionados nas redes por apoio à PEC que reduz jornada de trabalho para 36 horas
11 nov 2024 - Brasil - Mundo / Política
Deputados Federais da Paraíba são pressionados nas redes por apoio à PEC que reduz jornada de trabalho para 36 horas — Foto: Reprodução
Nesta segunda-feira (11), as redes sociais dos deputados federais da Paraíba foram alvo de uma mobilização intensa, com internautas cobrando assinaturas para a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, sem redução salarial. A proposta, apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), tem como objetivo acabar com a jornada 6×1, considerada desgastante para os trabalhadores.
Para que a PEC avance, é necessário o apoio de pelo menos um terço dos deputados na Câmara, ou seja, 171 dos 513 parlamentares. Até o momento, aproximadamente 100 deputados já aderiram ao projeto, incluindo Luiz Couto (PT), o único representante da bancada paraibana que manifestou apoio oficialmente.
O deputado Cabo Gilberto (PL) se posicionou contra a PEC, sendo o único parlamentar da Paraíba a se manifestar publicamente sobre a proposta até o momento. Outros deputados, no entanto, continuam sem anunciar suas posições e estão sendo pressionados por eleitores em comentários e mensagens nas redes sociais.
Entre os parlamentares pressionados, destaca-se Hugo Motta (Republicanos), cotado para a presidência da Câmara em 2025, além do coordenador da bancada paraibana, Murilo Galdino (Republicanos). Wellington Roberto (PL), Gervásio Maia (PSB) e Damião Feliciano (União), também foram mencionados em publicações e cobrados por seus eleitores a assinar a proposta.
PEC 6×1: jornada reduzida e qualidade de vida
A proposta de redução da jornada semanal de trabalho faz parte do movimento “Vida além do trabalho”, que busca estabelecer limites mais humanizados para o tempo dedicado ao emprego, propondo um modelo com 36 horas semanais e 1 dia de descanso a cada 6 trabalhados. Os defensores da PEC afirmam que o modelo atual prejudica a saúde mental e física dos trabalhadores, afetando o bem-estar e a convivência familiar.
Mesmo que a PEC consiga as assinaturas necessárias para ser formalmente apresentada, ainda precisa passar por dois turnos de votação na Câmara, onde será exigida a aprovação de 308 deputados em cada turno para ser efetivamente promulgada.
O POVO PB com Jornal da Paraíba
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