Desembargador rejeita pedido de revogação da prisão preventiva de ex-diretora do Hospital Padre Zé

8 jul 2024 - Paraíba

Jannyne Dantas, ex-diretora do Hospital Padre Zé — Foto: Reprodução

Na tarde desta segunda-feira (08), o desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba, rejeitou o pedido de revogação da prisão preventiva de Jannyne Dantas, ex-diretora do Hospital Padre Zé, em João Pessoa. Jannyne, que era considerada braço direito do Padre Egídio de Carvalho, foi presa em novembro do ano passado durante a Operação Indignus, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A operação investigava suspeitas de desvios milionários de recursos da unidade filantrópica.

O desembargador Ricardo Vital, ao analisar o pedido, destacou que a decisão que mantém a prisão preventiva de Jannyne está devidamente fundamentada conforme os requisitos estabelecidos pela Constituição Federal. “Em análise preliminar, a decisão mantenedora da prisão preventiva da paciente aparenta estar devidamente fundamentada, nos termos do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, sendo possível identificar os motivos de fato e de direito que embasaram o decisum cautelar, restando o deduzido excesso de prazo, num primeiro plano, justificado pela complexidade do feito”, afirmou o desembargador.

A Operação Indignus, conduzida pelo Ministério Público da Paraíba, teve como objetivo investigar desvios de recursos do Hospital Padre Zé, instituição filantrópica em João Pessoa. Jannyne Dantas foi presa em novembro de 2023 sob suspeita de envolvimento direto nos desvios. Padre Egídio de Carvalho, que também chegou a ser preso, atualmente responde ao processo em liberdade.

O caso envolve a gestão de recursos públicos destinados ao Hospital Padre Zé, que presta serviços de saúde à população carente. As investigações indicam que os desvios causaram prejuízos milionários, afetando o funcionamento e a prestação de serviços da unidade de saúde.

A manutenção da prisão preventiva de Jannyne Dantas sinaliza a gravidade das acusações e a necessidade de garantir a integridade do processo judicial. O Ministério Público continua a apurar os detalhes do esquema de desvios, visando responsabilizar todos os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

O POVO PB

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