O Ministério Público da Paraíba está conduzindo um procedimento preparatório de investigação em relação à…
Despejo de esgoto atinge trecho da Praia de Tambaú e Ministério Público cobra punição
5 jan 2026 - Paraíba
Despejo de esgoto atinge trecho da Praia de Tambaú e Ministério Público cobra punição — Foto: Reprodução
Quem passou pela Praia de Tambaú neste domingo (4), no trecho próximo ao Largo da Gameleira, no final da Avenida Ruy Carneiro, se deparou com o despejo de esgoto diretamente no mar. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), o episódio está relacionado ao fenômeno conhecido como “língua negra”.
De acordo com a pasta, a língua negra ocorre por extravasamentos ou entupimentos do sistema de esgoto, falhas em estações elevatórias, ligações clandestinas e descarte irregular de resíduos, como gordura proveniente de estabelecimentos comerciais.
Diante do cenário de poluição, a promotora Cláudia Cabral, que atua na defesa do Meio Ambiente, cobrou a responsabilização dos envolvidos. O Ministério Público da Paraíba informou que realizará fiscalização no local.
“O Ministério Público não pode aceitar essa situação. É preciso cobrar a materialidade do crime ambiental e identificar claramente os responsáveis, inclusive empresários que seguem contribuindo para o problema”, afirmou a promotora em entrevista à Rádio CBN.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que tem intensificado ações de fiscalização e prevenção contra o lançamento irregular de esgotos, com foco na proteção do meio ambiente, dos corpos hídricos e da orla marítima da capital.
A gestão municipal ressaltou, no entanto, que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) é responsável pela rede coletora de esgotos e que, em casos de extravasamento em poços de visita, cabe à companhia a correção do problema.
Segundo a Prefeitura, nesses casos, o esgoto pode atingir galerias pluviais — que não são projetadas para esse fim — e acabar sendo conduzido ao mar, comprometendo a balneabilidade das praias e o meio ambiente costeiro. A administração municipal destacou ainda que a fiscalização envolve diversos órgãos, com a Semam atuando no monitoramento ambiental e no combate às ligações clandestinas, enquanto a Cagepa responde pela operação e manutenção do sistema de esgotamento sanitário.
O POVO PB
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